Será que o Google Glass vale a pena para o pequeno empreendedor?

Daniel Fernandes

30 de abril de 2013 | 06h53

A tecnologia e a pequena empresa

De tempos em tempos o pessoal fala de uma nova tecnologia que vai mudar o jeito como usamos as coisas. A bola da vez é o Google Glass. O Glass é um óculos que tem um display acoplado e responde a comando de voz. Ele também vai ter uma plataforma de apps (como os celulares) e interagir com smartphones.
Como empresário, vale analisar se é interessante estar nessa nova plataforma. Eu acho interessante a ideia de você poder ver uma informação sem precisar tirar o celular do bolso e olhar para baixo, principalmente quando você está fazendo alguma atividade, como dirigindo ou fazendo esportes, mas acho esquisito estar o tempo inteiro usando estes óculos.
É muito difícil saber se o Glass vai ser um produto para poucos ou se ele vai ser o mais novo acessório de moda que todo mundo precisa ter, principalmente no Brasil, mas talvez valha a pena fazer algumas pequenas apostas. Quando o Iphone surgiu, os primeiros apps tiveram bastante destaque. Estavam na mídia o tempo inteiro e como não existia comparação, mesmo os apps ruins conseguiram seu lugar ao sol e os seus idealizadores ganharam algum dinheiro.
Acho que vamos ver a mesma coisa com o Glass. Os primeiros que chegarem e desenvolverem algo interessante para o Glass podem garantir o seu futuro, mesmo que sejam apps bem simples.
Por outro lado, todos nós já usávamos celulares fazia tempo quando o Iphone entrou no mercado. Já se sabia que as pessoas ficavam cada vez mais tempo com o aparelho e que a necessidade existia. Quanto ao Glass, quem sabe? Será que ele é muito diferente de um smartphone de última geração? Será que dá muito trabalho realmente usar a tela do celular que precisamos estar com ela diretamente nos nossos olhos?
Existem uma série de plataformas que ainda estão nascendo e que têm muitas oportunidades para serem exploradas. O empreendedor que tiver a visão de aproveitar cada uma delas com as suas características especificas pode se dar muito bem. A Smart TV, por exemplo, é um mercado quase virgem de apps. O Windows 8 tem um mercado de apps também e os consoles de videogames, que com sensores de movimento e joysticks  podem servir para muito mais do que só games.
Eu lembro que meu avô me disse: quando ele viu o telefone, achou que era uma bobagem e que ninguém iria usar. Será que eu vou ler este post daqui há alguns anos e dar risada da minha ingenuidade?

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