Se a coisa complicar, vamos instaurar o banho indiano na empresa

Daniel Fernandes

05 de fevereiro de 2015 | 06h16

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira
Eu já li e ouvi vários cenários sobre o que a falta de água acarretará em São Paulo: êxodo, saqueamento, empresas fecharão suas portas, faculdades, escolas, já ouvi que não vai faltar água na realidade, que é tudo uma conspiração do PT, PSDB, da Petrobrás, do Tiririca, do PV, do Greenpeace, que não existe mudança climática, que isso acontece a cada 150 anos quando a lua e o sol se alinham com o astro 47563. Enfim, hipóteses e opiniões não faltam, certo?
Voltando para o presente (aqui e agora), no nosso humilde mundo da Carbono Zero, o que a falta de água, por enquanto, vem impactando pra gente?
O primeiro impacto estamos percebendo para nossos ciclistas (principalmente). A falta de água na casa de alguns tem impossibilitado, por exemplo, a lavagem dos uniformes e remediamos isso com alguns lavando a roupa na nossa base. Também, o banho é uma necessidade para eles, uma vez que suam o dia inteiro. Na nossa casa, temos a caixa d’água que, quando cheia, supre as nossas necessidades diárias.
Os bikers podem tomar banho também, se desejarem, temos uma regra de 5 minutos para o banho, que é um tempo mais do que suficiente para refrescar e se limpar. Se a coisa começar a complicar, vamos instaurar o “banho indiano”, que é basicamente tomar banho com balde e caneca, utilizando assim menos água que um banho de 5 minutos.
De qualquer forma, também começamos a estudar uma forma de aproveitar a água das chuvas, um sistema de cisternas. E aparentemente o investimento não é alto.
Existem várias dicas e formas de economizar água e fazer a sua parte. Não pare somente na sua casa e também não pare somente nas básicas (diminuir banho, fechar torneira quando escovar os dentes, etc), têm dicas que deveriam ser hábitos. Por exemplo, uma talvez não tão bem vista, mas que também ajuda é utilizar a descarga somente quando necessário. Não muito querida, mas uma dica útil.
O mais importante nisso tudo é a reflexão. Seja do aspecto político até o de consumo, isso ajuda a refletir o todo. Que as mudanças climáticas estão afetando as chuvas, não temos dúvidas. O que mais podemos fazer para tentar minimizar essas mudanças? Usar os nossos serviços é uma delas 😉
Um abraço,
Rafael

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