Quer saber tudo de marketing? Pergunte ao seu faxineiro

Daniel Fernandes

30 de junho de 2015 | 06h55

Se você estudou comunicação social, já teve contato com marketing. Se estudou administração, também. Se você alguma vez comprou algo de que realmente não precisava (como é  bom!) vivenciou na pele como funciona o marketing e talvez nem sequer tenha se dado conta.
Para muitos pequenos empreendedores, marketing é questão de sobrevivência. O problema é como aplicá-lo na sua companhia, no seu dia-a-a-dia. Há toneladas de informação a respeito na internet. Há outra tonelada de livros impressos sobre o tema, mas a melhor aplicação real de como uma empresa deve entender marketing e aplicá-lo está em um livro fininho – não são mais de 160 páginas – escrito por Miguel Lima, Darci Basta, José Antônio Ferreira de Oliveira e João Baptista Vilhena. Ele se chama Marketing, saiu pela FGV Editora e faz parte da série Gestão Empresarial.
No livro, os autores defendem que a empresa deve entender o mercado antes de atendê-lo. E que é responsabilidade de todos na companhia exercer ações de marketing. Não importa se você é do RH, do departamento de finanças…se você for o empreendedor então….
Até aí tudo bem. ‘Entender para atender’ e ‘Todos juntos temos responsabilidades’.
Mas o que vem a seguir no livro é o verdadeiro aprendizado sobre como fazer marketing e disseminá-lo pela empresa.
Os autores explicam, ao que atribuem como uma experiência pessoal, mais ou menos o seguinte. Um dos autores estava no supermercado no Rio de Janeiro e encontrava dificuldades para encontrar bifes já cortados na espessura desejada. Procura bandeja daqui, procura bandeja dali, e nada. Um funcionário do supermercado percebendo, sem ser notado, a dificuldade do cliente se aproximou e ofereceu ajuda. Após entender o que acontecia, o funcionário pediu, então, que o cliente escolhesse uma peça inteira de carne e ele solicitaria para que o açougue do supermercado fizesse o corte da carne na espessura desejada. Promessa é dívida, o funcionário resolveu a questão pouco tempo depois.
Como o livro ressalta, a ação não foi adotada por um profissional de marketing. Foi um funcionário de outra área, completamente diferente da área de comunicação, quem entendeu que atender a demanda do consumidor é prioridade sempre.
Nessa, o supermercado acertou.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME e nunca encontra o que precisa no supermercado.

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