Programas de excelência nas redes de franquias podem acelerar resultados

Programas de excelência nas redes de franquias podem acelerar resultados

Programa pode elencar melhorias e reconhecimento aos que performam melhor, mas deve ser encarado como estímulo, não como castigo; pilares relevantes da rede de franquias devem ter pesos distintos na avaliação

Ana Vecchi

29 de maio de 2021 | 17h01

A gestão da franqueadora sobre sua rede foca em bons resultados com os franqueados, mas medir seus resultados com o objetivo de premiar os de melhor performance pode se tornar uma “armadilha” à própria franqueadora, caso ela mesma não seja eficaz em seus processos internos.

Como avaliar ou buscar a excelência nas franquias, se você não transferiu know-how a seus franqueados, se optou pela expansão e pela seleção inadequadas, o que traz por consequência uma estrutura frágil, júnior, sem domínio da operação franqueada, que desconhece detalhes e não é capaz de optar pelas melhores decisões conforme os indicadores gerenciais e operacionais se mostrarem abaixo das expectativas?

Observar o comportamento e o relacionamento franqueadora/franqueados, além do grau de satisfação da rede, são ferramentas poderosas! Olhar para dentro e avaliar como a estrutura da franqueadora está performando, o que deve ou pode melhorar (e aplicar essas melhorias), empodera a gestora para que possa criar seu Programa de Excelência Interno ranqueando todos – fundadores, diretores, expansão, suporte, treinamento, produtos, consultores de negócio, fornecedores, jurídico, logística.

Um Programa de Excelência em Franchising (PEF – Franqueadora e Franqueados) requer metodologia

Programa de Excelência em Franchising (PEF – Franqueadora e Franqueados) requer metodologia

Um Programa de Excelência em Franchising (PEF – Franqueadora e Franqueados) requer metodologia, por ser um programa de melhorias e de reconhecimento dos que performam melhor, em quais quesitos ou em todos. Os pilares mais relevantes no negócio têm pesos distintos na avaliação, não são de 0 a 10 igual para todos os temas analisados. E não deve ser encarado como um selo de premiação apenas. Quem ganhar leva o melhor prêmio, ainda que seja uma justa realidade.

Portanto, deve ser encarado como um estímulo e nunca um castigo! Há franqueados que demonstram desconforto na exposição no ranqueamento, em vez de encararem como a possibilidade de reconhecimento – tanto no que eles são feras quanto no que precisam melhorar.

O PEF nasce pequeno, incipiente e, como um processo evolutivo, vai sendo desenvolvido, aprimorado e amadurecido continuamente. Pode começar com outro título e na time line da evolução, um dia, chegará a ser o Programa de Excelência.

Isso requer eficácia, promove a transparência, governança e a tão desejada sustentabilidade! Um comitê, inclusive com a participação de franqueados, vai sugerir, construir, reavaliar, medir a relevância dos pilares e, com certeza, ao longo dos últimos 15 meses precisou rever e incorporar novos pilares e scores. Isso estimula e não pune. Só faz melhorar!

* Ana Vecchi é consultora de empresas, CEO na Ana Vecchi Business Consulting, professora universitária e de MBAs, pós-graduada em marketing e com MBA em varejo e franquias. Atua no franchising há 28 anos em inteligência na criação e na expansão de negócios em rede.

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