Personalidade para você não se transformar no Show de Truman

Daniel Fernandes

02 de abril de 2014 | 06h38

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira

Depois de tantos anos criando marcas para empresas, hoje, sem sombra de dúvida, tenho a certeza de que alma do projeto precisa transpirar a personalidade de seus donos. E isso é algo tão sério e importante quanto manter o fluxo de caixa equilibrado ou motivar seus colaboradores.

Para nós, empreenderemos, o processo de organização da vida pessoal é fundamental. Como alguém que não consegue ter equilíbrio em seu dia a dia consegue organizar seus projetos? Não consegue.

::: CONFIRA TODOS OS POSTS DE LEO SPIGARIOL :::
E por isso, amigo empreendedor, ter tempo para refletir sobre o andamento da carruagem no fim da história faz muita diferença. Procure um espaço em sua rotina, crie regras e tenha autocrítica. Voltando à questão da personalidade, isso é a mais pura verdade. Vejo aqueles brandbooks lindos, cheio de conceitos e palavras-chave, mas do que adianta tudo isso se toda essa “cultura” não está enraizada na personalidade das pessoas que estão à frente do negócio? É como a história do filme Truman Show, em que, mais cedo ou mais tarde, o cenário desaba e toda a verdade vem à tona.

Ontem fizemos um gastro-rolê – e que, diga-se de passagem, foi sensacional – que reflete muito nossa alma DE CABRÓN. Conto em primeira mão a vocês, amigos e leitores. Como nesta semana lançaremos um novo produto – o JACK’N’COLA HOT SAUCE, molho criado a quatro mãos, junto com o chef Carlos Bertolazzi – no evento de música Lollapalooza, aproveitamos nossa estadia na capital e saímos em busca de um nome para batizar nosso novo filho.

Depois de alguns drinks pós-reunião no Admiral’s Place, saímos em uma via sacra, nós três – eu, Chincho e Carlos – e de táxi, claro. Visitamos alguns ícones da vida gastronômica paulistana e seus clássicos da madrugada: beirute do Frevo, bisteca do Sujinho, coxa-creme e sanduba de pernil do Estadão entre muitos outros. E, logicamente, mesmo às três horas da madrugada, havia seguidores nos acompanhando pelas redes sociais e curtindo nossa saga. Assim retomamos o que eu dizia no início deste texto: a alma da marca (ou seja, o seu negócio) tem de ser autêntica, transpirar o que há dentro dela de verdade.
Escrevo aqui sentando, e no modo standby, com um ressaca daquelas, mas feliz com o rumo e ritmo e, claro, a personalidade que criamos para a marca.
Curtiu? Então multiplique. Repasse. Trafique. Contra bandeie esse conteúdo. Sem medo de ser feliz. E até a próxima quarta.
 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: