O usuário gritou e o WhatsApp recuou? O que aprender com a 'novela' da notificação

Daniel Fernandes

14 de novembro de 2014 | 15h13

De novo o assunto dominou as redes sociais. O Link, espaço especializado em tecnologia no Estadão, publicou que o WhatsApp agora vai permitir que os usuários desativem a opção que envia uma notificação quando alguém lê a sua mensagem. A atualização, explica a reportagem, por enquanto é apenas para Android e para atualizações feitas diretamente no site da empresa.
Para o empreendedor, a notícia interessa como a todo mortal. A privacidade será preservada. Se você quer permitir a notificação, tudo bem. Mas você tem o direito de abrir mão disso. Também como consumidor.
E é essa a lição para o empreendedor.
Uma startup, por característica, é uma empresa que precisa crescer rápido, que precisa faturar mais rápido ainda e que precisa, acima de tudo, chamar a atenção do mercado. E por conta dessa necessidade, é preciso também lançar um produto rapidamente, e fazer atualizações constantes. Até aí, nenhum problema.
Mas é preciso sempre pensar na experiência do consumidor. Ter em mente o que ele deseja e de que maneira essa modificação pode afetar a rotina de uso dessa mesma pessoa. Se o produto tecnológico é bom, como o WhatsApp, mas uma atualização é feita de forma arbitrária e causa estranheza, sua inovação pode escorrer pelo ralo e cair no esquecimento.
Uma vez, Steve Jobs falou sobre a dificuldade de pedir a opinião do consumidor quando ele ainda não tinha ideia de que precisava do produto que a Apple estava desenvolvendo.
Mas quase nunca é assim…
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

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