O tênis do filme De Volta para o Futuro II só poderia surgir na empresa do ex-sacoleiro

Daniel Fernandes

08 de janeiro de 2015 | 07h34

A notícia repercutiu muito desde ontem, quando Tinker Hatfield, executivo da Nike, confirmou que a multinacional norte-americana vai mesmo produzir o tênis usado pelo personagem Marty McFly (Michael J. Fox) no blockbuster De Volta para o Futuro II. A novidade deve ganhar as lojas até o fim de 2015.
Pode ser apenas uma jogada de marketing. A Nike sabe, como poucas, trabalhar sua marca perante o consumidor. E a empresa não perderia a oportunidade de surfar na crista da onda do filme, que voltou a ser muito discutido pois se passa, justamente, em 2015.
Desde o fim do ano passado não foram poucos os que trataram de comparar as novidades apresentadas pelo filme, ainda na década de 1980, com a nossa vida cotidiana. Os carros não voam, as jaquetas dos personagens não secam automaticamente, mas o skate voador já existe…
E o tênis?
Bem, do tênis a Nike se encarregou, como percebemos desde a última quarta-feira, dia 7.
Mas também há muita inovação por trás do tênis do futuro anunciado pela Nike para este ano. Há o registro da patente, nos Estados Unidos, sobre como funcionaria o calçado – detalhes foram relevados no site Nice Kicks.
Inovação e marketing, aliás, são duas das principais características da empresa fundada por Phil Knight, que descobriu a vocação para ser empreendedor ainda em 1962, durante uma aula em Stanford. Intrigado com os tênis esportivos japoneses, que na época faziam muito sucesso, Knight pegou um avião e foi para o Japão. Voltou com 200 pares de tênis de corrida e vendeu todos rapidamente. Se fosse hoje, seria chamado de sacoleiro.
Não importava. Haviam começando um negócio original e para fazê-lo crescer contrataram Jeff Johnson, vendedor em tempo integral que achou o nome da empresa – Blue Ribbon (Faixa Azul) inadequado. Juntos, Knight e Johnson mudariam o nome para Nike – que remetia a deusa grega da vitória. O restante da história, bem ou mal, você já conhece.
Na Nike, novidade e marketing sempre andaram (muito) juntos.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME
 
 

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