O sucesso tem mais sabor quando é compartilhado

Daniel Fernandes

07 de dezembro de 2015 | 07h38

“O sucesso é vazio se você atingir a linha de chegada sozinho.” Para quem não conhece, essa é uma frase do livro “Dedique-se de coração”, de Howard Schultz, que conta a história da rede Starbucks, modelo de sucesso em seu segmento. O artigo dessa semana explora os aspectos da obra de Schultz, CEO da Starbucks, na qual ele compartilha a paixão, os valores e a inspiração que guiaram o sucesso de sua empresa.
Gosto tanto dessa história que é difícil saber por onde começar. O livro lembra a minha trajetória profissional e me faz refletir em momentos de decisão. Para mim, a história do Starbucks Coffee Company é uma das mais notáveis do mundo dos negócios na última década. Schultz assumiu como CEO em 1987 com legado de seis lojas e menos de 100 funcionários. Passados dez anos como head da empresa, sua gestão atingiu a incrível marca de 1.300 lojas e 25 mil funcionários. Howard teve iniciativa, percebeu a oportunidade de expansão e correu atrás do seu sucesso (coisa que os próprios fundadores da rede não tiveram).
Uma parte do livro que chama bastante a atenção e que se relaciona com a minha trajetória como executivo, é a questão de um bom atendimento a todos os públicos envolvidos no negócio: colaboradores, fornecedores e consumidores. Investir nas pessoas é o primeiro passo para crescer e obter resultados favoráveis. Atender bem é o princípio e a consequência vem com tudo que se entrega.
O livro ainda ressalta que “para manter seu vigor, uma empresa precisa fornecer um ambiente estimulante e desafiador para todos esses tipos: o sonhador, o empreendedor, o gerente profissional e o líder. Caso contrário, corre o risco de tornar-se outra empresa medíocre.” Aprendi com o relato de Schultz que é preciso manter seus valores e sua visão do futuro. Um empreendedor de sucesso não depende de um berço esplêndido, nem de estar no emprego dos sonhos e, muito menos, de sorte. Termino essa reflexão destacando o momento em que vivo agora. Essa passagem faz paralelo com outra grande história, um filme que marcou época pela narrativa e pela combinação de realidade e ficção: o famoso contador de histórias, Forest Gump.
Após muita batalha, hoje faço e deixo as coisas acontecerem. Como o personagem de Tom Hanks, eu procuro focar no meu objetivo, que é sempre muito claro, sem fazer nada com segundas intenções. Não sou extremamente regrado e nem vejo maldade nas coisas. Apenas executo meu trabalho, respeitando a todos e deixando as coisas fluírem.
O ser humano é motivado pelo fascínio de conhecer boas histórias. Construa a sua!
Robinson Shiba é fundador da rede China in Box

Tudo o que sabemos sobre:

Blog do EmpreendedorEstadão PME

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: