O que é design thinking e como usá-lo em processos de inovação nos negócios

O que é design thinking e como usá-lo em processos de inovação nos negócios

Design thinking é forma de pensar que exige olhar mais humano e em que as partes devem estar apaixonadas pelo problema, não pelo produto, diz analista de negócios do Sebrae-SP

Redação

11 de junho de 2019 | 10h11

Por Henrique Teixeira, analista de negócios do Sebrae-SP

De acordo com Tim Brow, CEO da IDEO, design thinking “é uma maneira de pensar. É geralmente considerado como a habilidade de combinar empatia pelo contexto do problema, criatividade na geração de insights e soluções, e a racionalização de analisar e formatar as soluções ao contexto”.

É, antes de tudo, um modelo mental que, apoiado pelo uso de algumas ferramentas, pode ser usado em vários momentos da jornada da inovação. E a inovação, hoje, não pode ser mais considerada um luxo, passando a ser uma necessidade, não só como forma de diferenciação mas, sobretudo, de sobrevivência.

Para conseguir alcançar um futuro diferente, é preciso primeiro uma mudança de comportamento. Precisamos mudar a forma de olhar e de aprender. É necessário um olhar mais humano, onde a equipe dos projetos de inovação deve desenvolver empatia pelo contexto do problema, sendo parte dele para entender as reais necessidades de quem realmente o vive – o cliente, a colaboração de disciplinas que dificilmente se conversam, para gerar insights e a experimentação, usando a criatividade para prototipar e testar a solução, antes mesmo que esta seja entregue em sua versão final. Não se apaixone, portanto, pelo produto, se apaixone pelo problema.

Até chegar à solução, o futuro empreendedor deve se apaixonar antes pelo problema. Foto: Pixabay

É, então, uma abordagem prática para a solução de problemas complexos, através de um olhar mais humano. É necessário, portanto, colocar as pessoas no centro das decisões para criar “soluções” que impactem suas vidas.

E, por falar em solução, esta deve ser tecnicamente possível, financeiramente viável e, antes de tudo, desejável. Mas desejável por quem? A resposta é: pelos usuários da solução, futuros clientes, preferencialmente. E é neste quesito que muitos negócios falham. Criam novas empresas com velhos modelos de negócios e oferecem as mesmas soluções (produtos e/ou serviços) saturadas, que já estão há muito tempo no mercado e muitas delas, porque não dizer, ultrapassadas.

São desenhadas para ter excelência na reprodução das mesmas coisas e, portanto, não conseguem se diferenciar. E sabemos que o comportamento humano vem mudando a uma velocidade nunca antes vista, com o avanço tecnológico, o acesso a diversos meios de comunicação e as novas formas de consumir conteúdo, produtos e serviços para atender suas necessidades.

Portanto, quanto mais tecnológica a sociedade e a ideia dos negócios, mais humana deve ser a abordagem. A equipe do projeto de inovação deve, na fase de pesquisa, procurar sair do convencional, em outras palavras, mudar o foco e viver a jornada do cliente, para criar soluções que realmente impactem suas vidas. E a solução, necessariamente, não precisa ser tecnológica. A inovação passa por entender as “reais” necessidades e usar a criatividade para a criar soluções para problemas complexos com foco na experiência dos clientes, de modo colaborativo e interativo, pois nem sempre a solução estará pronta em sua primeira versão.

De modo simplista, isto é design thinking – empatia pelo problema, abordagem mais humana com foco em fazer de forma colaborativa, para minimizar os riscos no processo de inovação.

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