O que acontece quando um bilionário flagra um funcionário dormindo no trabalho?

Daniel Fernandes

09 de junho de 2016 | 10h59


Pode acontecer com qualquer um. Não é normal, mas todos nós conhecemos o caso de algum funcionário que dormiu no trabalho. O que varia, na verdade, é o que pode acontecer quando o dono da empresa flagra a situação. Muitos podem imaginar que o resultado foi único e, desculpe a redundância, um só: a pessoa foi demitida.
Não no caso da Virgin e de seu proprietário, o bilionário Richard Branson. Ao visitar a filial da empresa na Austrália, ele se deparou com a situação e não teve dúvidas: tirou uma foto ao lado do ‘dorminhoco’ e ainda por cima mencionou a situação em um post no blog mantido pela empresa em seu site.
“Para ser justo, ele estava em ‘standby’. precisando descansar. Ele imaginou que estava sonhando (ao ver o executivo ao seu lado posando para uma foto) pois voltou a dormir”, escreveu Branson, deixando claro assim que o funcionário não sofreria qualquer tipo de punição.
O caso pode ser encarado pelo aspecto da cultura da empresa, abordado nesta quinta-feira por Ivan Primo Bornes em seu post sobre a ação que planejou para o Dia dos Namorados. A cultura da empresa é definidora não apenas dos atos dos executivos, dos proprietários, como dos funcionários. É ela que baliza as ações de todos. Para funcionar, é preciso mais do que a boa formulação do que se pretende, é necessário também – a cada momento – passar isso para frente, comunicar isso de maneira correta.
Resumindo: se está na cultura da empresa que você respeita os limites do ser humano que trabalha para você, deixe isso claro – também – se flagrá-lo descansando no trabalho.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME
Em tempo: alertado por um dos nossos leitores no Facebook, faço um adendo ao post. Pode ter sido uma ação de marketing da corporação, para ela posar de ‘boazinha’ em todo o mundo. Realmente: a Virgin e seu fundador são bons de marketing e isso já ficou provado inumeras vezes; mas olhando um pouco mais a fundo, entendo, também, que eles são bons de cultura empresarial.

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