O que a dependência de Neymar (ainda) pode ensinar aos empreendedores

Daniel Fernandes

16 de julho de 2014 | 06h56

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira
A Copa do Mundo de futebol pode ser uma experiência positiva de aprendizagem sobre a vida. Um exemplo: trabalho coletivo. O Brasil colocou todas as suas esperanças num único salvador da pátria. Aliás, é uma tradição nossa, herdada dos portugueses: o sebastianismo se caracteriza pela espera do retorno do rei Sebastião de Portugal, quando ele e toda sua corte foram lutar com os mouros e pereceram na batalha de Alcáter-Quibir, em 1578.
Ninguém voltou. E o povo ficou esperando pelo rei, que nunca, obviamente, voltou. Como dizia, o nosso salvador, o nosso herói, que iria mudar o estado de coisas, falhou. E aí, José?
E aí que sobrou um bando, desolado pela perda do salvador da pátria, o talismã, o elemento mágico que nos faria vencer o mundo. É muito provável que, com ele, também sucumbíssemos ao trabalho coletivo e colaborativo de outras equipes.
Empreendedorismo colaborativo: é disso que eu gostaria falar. Unir forças e compartilhar experiências. Não é de hoje que tenho escutado isso como a grande mudança de comportamento na forma de gerir empresas e encarar os negócios. Não é a toa que iniciativas como Kickstarter, por exemplo, faz tanto sucesso mundo afora. Compartilhar conhecimento e ter parceiros com quem dialogar é, hoje principalmente, o melhor método de construção.
Você, que empreende ou quer empreender, precisa encontrar sua manada, sua alcatéia. Busque grupos de empresários e profissionais com os quais você se identifica. Ideais, ideias e admiração profissional são critérios importantes para essa aproximação. E, dessa forma, a troca de informações e colaboração é muito maior e proveitosa. Pode ter certeza. Ficar sozinho é a pior estratégia.
Recentemente fundamos um grupo com 16 empresários, e amigos, onde cada um, traz e contribui com suas experiências profissionais. O mais bacana que é bem diversificado, com profissionais em áreas complementares como comunicação e trade, jurídico e contábil, mapeamento estratégico, supply chain e outras áreas.
Os encontros são mensais com duração em média de quarto horas. E para aproveitar melhor, sempre dividimos o tempo em algumas alguns módulos para discutirmos cases, tendências e agora, projetos reais.
Atualmente, estamos iniciando os estudos dos primeiros cases de negócios. São startups de empresas que precisam, mais do que quaisquer outras, de diálogo e pensamento crítico.
Aliás, crítica! Queria muito falar sobre essa palavra “mardita”.
Porém, deixo para o próximo post, na semana que vem.
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