O poder de um símbolo

Daniel Fernandes

13 de maio de 2013 | 07h15


Pedro fala sobre a origem do grito de guerra da empresa


Há duas semanas falamos sobre a nova marca da ClearSale e sobre o slogan Liberdade para Vender. Hoje vamos falar da marca de nossa cultura, que originou-se de um grito de guerra para compartilhar importantes momentos na empresa: UAH!  A UAH é o meu grande T!esão dentro da empresa e uma fonte inesgotável de aprendizado tanto pessoal quanto profissional. Um grito que surgiu da necessidade de um sentido maior na vida da atividade profissional.  Para comemorar esta importante virada convidei a Cecilia Warschauer, Dra em Educação pela USP, para explicar o significado da nova marca da UAH. A Cecilia idealizou o modelo de rodas em rede de autoformação por meio de seu método Roda&Registro. Segue abaixo o seu texto juntamente com uma poesia de sua autoria:
“Confesso minha surpresa e alegria no momento em que conheci as propostas para o novo logo, feitas por especialistas em Comunicação. (Valeu Gabriel Madeira!) Sim, vocês conseguiram expressar algo na imagem que as palavras tinham dificuldade de dizer! E quando tentamos falar da UAH, precisamos de muitas! É esse o poder de um símbolo: expressar sinteticamente algo da dimensão do invisível. E, no caso, foi especialmente feliz o resultado do logo, por conseguir aglutinar tantos elementos que fazem parte do nosso Ambiente Formativo, chamado UAH.

O formato lembra uma Mandala, que tem a capacidade de expressar, numa unidade, as diversidades, dualidades, contradições e dilemas que fazem parte da vida de cada um, dos grupos, das sociedades. Portanto, também da formação humana.  Já falamos sobre isso na Semana de o Empreendedorismo Criativo de 2012, que teve os vários dilemas como eixo condutor das Rodas de conversa. Continuamos falando sobre isso no cotidiano de nossas Rodas na Clearsale. Rodas que movimentam a UAH.
Essa Mandala (que também parece estar em movimento) é formada por balões – que bem poderiam ser vistos como os ‘balões de fala’ das histórias em quadrinhos.  E este é o elemento básico da rede de formação e desenvolvimento pessoal e profissional da UAH: a conversa. As conversas propiciam o encontro de pessoas, sujeitos, que lutam para sair de sua condição de sujeitados, ao expor e analisar os diferentes pontos de vista, e seus conflitos e contradições, tomando consciência de sua própria, e inseparável, subjetividade: sua maneira única de pensar, sentir e agir, fruto de uma história de vida, também única. Se por um lado somos sujeitados à nossa subjetividade, por outro, podemos minimizar seus efeitos negativos quando tomamos consciência dela, o que é possível quando entramos em contato com outras subjetividades, conhecendo outros pontos de vista, daqueles que nos olham de fora. E é esse olhar que nos ajuda a crescer “de dentro para fora”, por mais paradoxal que possa parecer, e nos ajuda também a ser.

Dos encontros, confrontos e reflexões, individuais e coletivas, surgem as intersubjetividades e, com elas, também a possibilidade de libertação do que parecia um dado imutável. Há um mar de possibilidades. Há várias brechas. Criam-se as intersecções de pontos de vista quando há a criação de soluções novas, não pensadas por ninguém individualmente. Surgem novas cores! É o que aparece no logo da UAH quando os balões – ou as órbitas do pensamento individual – se interceptam: amarelo, laranja, vermelho e roxo. E assim nos aproximamos do centro. Do local do encontro. Do coração. Da fonte dos afetos, onde, acredito, está o verdadeiro poder. O poder de (trans)formação”.

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