O incrível caso do cachorro que comprava a própria ração

Daniel Fernandes

16 de abril de 2015 | 13h20

Cliente, cliente, cliente, cliente. Em 99,9% do tempo, os empreendedores estão pensando em o que fazer para conquistar novos clientes, como atuar para fidelizar esses clientes e como – vamos ser sinceros – tirá-los dos concorrentes. Mas você sabe exatamente quem é o seu cliente? E mais: você sabe quem é o seu consumidor? E se eu disser, para complicar um pouco mais, que há uma diferença grande entre cliente e consumidor. E que as duas palavras não podem ser usadas como sinônimo.
Não podem. Cliente, segundo a definição de especialistas em negócios, é quem compra o seu produto. Mas e o consumidor não é a mesma pessoa? Pode ser, mas também pode ser quem usa o seu produto.
É daí que surge a nossa história.
João estava preocupado com a crise econômica, com o emprego e, claro, com o futuro. Mas ele jamais descuidaria do seu lindo Kirk (cão que foi, por sinal, adotado em uma feira realizada em um parque uns cinco anos atrás). Kirk sempre teve do bom e do melhor. A ração, por exemplo, era a melhor à disposição no mercado.
Mas João precisava fazer cortes no orçamento. Queria poupar mais para se precaver contra algum contratempo da vida. Decidiu comprar uma ração mais barata. E que também tinha qualidade inferior. No primeiro dia, Kirk estranhou. Mas se alimentou e não deu outra: teve, digamos assim, um desarranjo estomacal.
Deve ser a adaptação ao novo produto, pensou João. Nada. O desarranjo continuou por mais dois dias.
O que você acha que João (nessa história hipotética) fez? Voltou para o produto mais elaborado.
Por isso, pergunto de novo: quem é o seu cliente e quem é o seu consumidor? E para quem você vende o seu produto: para João ou Kirk?
Pois é!
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

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