O exército de um homem só; tenha sócios!!!!

Daniel Fernandes

26 de fevereiro de 2014 | 08h23

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira (e ele, assim como o PME, não tem nada contra o Buda)
Admiro aquelas pessoas que comandam suas empresas sozinhas. Admiro mesmo. Fico pensando como seria não ter alguém com quem dividir o dia a dia, as decisões estratégicas ou simplesmente tomar um café no meio do dia para compartilhar alguma experiência sensorial única com algum tipo de pimenta.
Trata-se de uma divisão que, ao meu ver, tem um resultado de alto potencial multiplicador para os negócios. Meu perfil de profissional, por exemplo, é de jamais empreender sozinho, até porque, umas das coisas que mais gosto na sociedade, é o processo de convencer o parceiro de algo que você julgue importante.
E, para isso, é necessário reflexão, organização e construção dos argumentos antes de você encarar o desafio de vender a questão ao seu sócio. E só o fato de você parar para refletir, antes de executar, é uma passo extremamente importante, por mais óbvio que nos pareça.
Simplesmente porque, cada vez mais, operamos com a tecla “over drive” ligada e buscamos menos reflexão sobre as coisas. E encontrar o equilíbrio da simbiose entre os sócios é tão desafiador quanto o sucesso da empresa, pois um matrimônio firmado pelo CNPJ envolve muitas questões que não se limitam ao desempenho profissional individual de cada um na sociedade. E, como em todo casamento, é necessário que ambas as partes cultivem respeito ao outro e, sobretudo, entendam que as pessoas não são perfeitas, por mais que sonhemos com isso.
Eu, por exemplo, erro constantemente. Nossa sociedade vive um momento de intolerância e isso é reflexo de algo muito mais complexo e exterior ao próprio negócio. Infelizmente não será resolvido a curto prazo.
Na última semana, saí de férias com minha família para recarregar as baterias e preparar minha mente para 2014. Cheguei ontem à noite e, se não tivesse meus sócios, jamais poderia fazer isso, do jeitão de quem tem CLT faz, com a consciência tranquila e corpo desconectado do mundo. E isso é um privilégio.
Obrigado, Ruis, Marcelo e Marcelo Filho pela nossa simbiose.
Buda. Gostaria de aproveitar e me desculpar a todos aqueles que, de alguma forma, se sentiram ofendidos pela citação ao Buda. Usei sua figura de forma ilustrativa e estritamente focada no fato de ele ser, corriqueiramente, representado sentado. E por ser um representação ao alcance de todos, inclusive aos não seguidores ou conhecedores da cultura. Sim. Foi quase que somente pelo fato de ele estar sentado. E, de certa forma, de um modo inconsciente, pela mensagem de tolerância e paciência que ele nos traz.
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