O caso do empresário que pedia ao diretor fazer pacotes e varrer o chão da loja

Daniel Fernandes

14 de novembro de 2014 | 09h03

Casos como o de Buddy Valastro não são comuns, mas estão longe de ser um ponto fora da curva. Longe. Para quem não o conhece, Buddy é o astro do reality Cake Boss, exibido aqui pelo Discovery Home & Health. Para quem não ficou sabendo, Buddy foi detido pela política por dirigir aparentemente embriado em Nova York.
Além de astro da televisão, Buddy é na essência um pequeno – agora, talvez médio – empreendedor norte-americano que assumiu o negócio da família, uma loja de bolos, e o transformou em uma marca conhecida em todo o mundo.
E por ele ser empreendedor, uma pergunta surge:
Quando você é a imagem da sua empresa e a imagem da sua empresa é você, como contornar o impacto negativo causado por um ‘incidente’ como esse – ser apanhado fazendo coisa errada?
Difícil dizer se um caso isolado, parece se tratar da primeira vez, tem força suficiente para causar um impacto negativo – provavelmente, não. Mas o caso desperta alguns pontos interessantes para os empreendedores. Vamos a eles.
Na vida real, todo empreendedor é a cara da sua pequena empresa. Por isso, você precisa ir além de demonstrar preocupação com o cliente e com os funcionários.  Isso precisa ser real, precisa ser ‘pra valer’. Caso contrário, ele, o consumidor, pode até achar o seu produto bom e o seu preço justo. Mas será isso suficiente para ele voltar?
No que diz respeito ao funcionário, a questão é ainda mais delicada. Só compra a ideia da empresa o funcionário que sente que o dono está com ele, que o proprietário anda no mesmo barco, divide as mesmas alegrias e as mesmas frustrações. Se você não for (muito) autêntico, não adianta. E lembre-se que a remuneração também é importante para ele aderir ao seu objetivo.
E isso me faz lembrar o caso de Ricardo Sayon, o fundador da rede de lojas de brinquedo Ri Happy. Na próxima quarta-feira, dia 19, vamos publicar uma série de dicas de grandes empreendedores a respeito da mão de obra – da dificuldade de contratar e reter talentos.
Sabe o que ele fazia? Mandava seus diretores irem para as lojas. Eles faziam pacotes, varriam o chão….
No caso dele, funcionou. E no seu, daria certo?

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