O Canvas do Modelo de Negócio: aliado do empreendedor inovador

Daniel Fernandes

23 de junho de 2014 | 06h30

Marcelo Pimenta é professor de Inovação da ESPM
Entender a importância dos modelos de negócios é algo fundamental para todo o empreendedor. Num mundo em que a velocidade das mudanças é cada vez mais acelerada, assim como não controlamos os aspectos externos que afetam nossa empresa (macroeconomia, concorrentes, novos entrantes, oscilações do mercado, consumidor cada dia mais exigente…), torna-se imprescindível ter capacidade de entender / ajustar / adaptar / mudar / inovar no modelo de negócios para sobreviver e crescer.
Essa difícil tarefa se torna mais palatável se usarmos uma ferramenta visual que facilita esse processo de concepção / criação / mapeamento / repensar / reinventar o modelo.  Desde 2010, com o lançamento do livro “Business Model Generation”, de Alex Osterwalder & Ives Pigneur, o Canvas (ou em português O Quadro) vem se afirmando como principal aliado do empreendedor que quer aperfeiçoar seu Modelo de Negócio.
O tema é extenso, apaixonante e abrangente (e vamos nos referir ainda muitas vezes ao Canvas nesse blog), por isso é importante conhecermos os nove blocos para entender como a combinação deles pode facilitar a criação de uma empresa única, que oferece um valor percebido para um ou mais segmentos de clientes:
1.    Proposta de valor: Qual é a razão, o motivo pelo qual as pessoas adquirem seus produtos e serviços? Qual dor você está resolvendo? Qual o motivo que os clientes compram seus produtos e serviços?
2.    Segmento de Clientes: Quem são os clientes?  Possuem um perfil específico? Como estão agrupados? Onde estão localizados? Há uma necessidade comum a eles?
3.    Canais: De que forma seus produtos ou serviços vão chegar até os clientes?  Como eles encontrarão / vão interagir com seus produtos ou serviços?
4.    Relacionamento com Clientes: como fazer para conquistar e manter uma boa relação com os clientes, para ampliar as vendas e para que eles não troquem o negócio por um concorrente ou substituto?
5.    Receitas: quanto e como os clientes vão pagar pelo que vai ser oferecido.
6.    Recursos Principais: quais os recursos necessários para realizar a proposta de valor, o que é preciso para fazer o negócio funcionar.
7.    Atividades Principais: quais as ações necessárias para a realização da proposta de valor, ações importantes para realização do negócio.
8.    Parceiros Principais: identificação dos fornecedores e outros atores que irão apoiar a realização da proposta de valor, aliados para otimizar e reduzir os riscos do negócio.
9.    Estrutura de Custos: quanto vai ser gasto na realização da proposta de valor, quais os custos envolvidos para operação do negócio.
Os nove blocos possuem uma relação entre eles, sempre considerando a proposta de valor, que está localizada exatamente no meio do quadro.  Há várias maneiras e características de usar esse quadro, e vamos ainda falar sobre isso por aqui.
Por enquanto, para quem está conhecendo pela primeira vez essa ferramenta, sugiro que acessem a cartilha que desenvolvi para o Sebrae Nacional e que detalha o uso do Quadro de Modelo de Negócio – http://tinyurl.com/cartilhaquadro.
Ou ainda podem assistir ao vídeo que tenho no YouTube que gravei para o programa Alma do Negócio, onde explico passo a passo como construir um Canvas –  http://tinyurl.com/entrevistamenta. No CIC ESPM há um curso presencial que recomendo muito, sob a liderança da Guta Orofino e do Renato Nobre. Mais informações aqui.
Quem já conhece o Quadro, deve sempre usá-lo como aliado para criar novas hipóteses para diferenciar e inovar no modelo. Lembre-se que um Canvas na parede e uma mente aberta a novas ideias podem ser importantes passos para visualizar a inovação no seu negócio. Vamos ainda falar mais sobre como fazer isso.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: