Novas oportunidades em franquias dão ar de frescor ao franchising

Novas oportunidades em franquias dão ar de frescor ao franchising

Marcas internacionais e inovação brasileira devem reaquecer setor; minimercados sem atendentes e feira de orgânicos on demand são exemplos de mudança de perfil de consumo

Ana Vecchi

06 de maio de 2021 | 17h00

Já faz um ano que se tornou desafiador viajar e degustar as maravilhas que o Brasil e outros países nos oferecem localmente, mas algumas delícias desembarcaram em São Paulo e já estão expandindo pelo nosso País. 

Novos modelos de negócios também estão expandindo com conceitos que pareciam viáveis apenas na Ásia, na Europa e/ou nos Estados Unidos anos atrás, por requererem tecnologia e honestidade dos clientes. Lojas de conveniência ou pequenos mercados sem atendentes, onde o consumidor entra, faz compras e paga com o próprio cartão. Tudo 100% digital. 

No Brasil? Muitos duvidaram dessa possibilidade. O que mudou? 

Pandemia, startups, aplicativos, cultura e a prática de honest market, com parcerias que fortalecem e viabilizam a economia circular, aposta na honestidade de ambos os lados – fornecedor e consumidor. A solução para as dores dos consumidores, dores estas que passaram a ser visíveis! Antes parecia coisa pra inglês ver, mas as soluções se tornaram realidade. 

Para se ter uma ideia, décadas atrás, construtoras e empreendimentos já pensaram nas marcas que comporiam o mix de seus condomínios. O que importava eram as marcas de franquias que fariam parte de um composto de serviços e produtos como lavanderias, cafeterias, alimentação. O foco estava em marcas, mas não nas necessidades dos condôminos.

A venda das unidades era valorizada pelas franquias que estariam no térreo do empreendimento, mas as lojas abriam depois que os moradores já tinham saído para trabalhar e ao voltar, já estavam fechadas. Vendas de verdade, só nos finais de semana portanto, dentre vários outros fatores, deu ruim. 

Alimentos orgânicos. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Agora, são negócios que se mostram indispensáveis em função da mudança do comportamento de toda cadeia de valor. Onde e como moramos, pandemia, home office, qualidade de vida, contenção de despesas, proximidade de trabalho/ escola/ casa, delivery/take home/buy at home, agilidade, saúde, conforto, conveniência, consciência, segurança. Bike Station, transporte cooperado, brechós, feiras em condomínios, food trucks, flores ou cafés em bikes, malas de roupas para experimentar e comprar ou devolver. Confiança e credibilidade.

Cobranding, análise de dados, performance de vendas, valorização de fornecedores locais, fortes marcas que os consumidores apreciam, logística, autoatendimento 100% digital e inovação com o investimento adequado, por parte de todos. Proposta sexy.

Resumindo: lojas de conveniência, minimercados, feiras de alimentos orgânicos on demand (conforme perfil dos moradores) com data e hora marcadas, incluindo o serviço de limpeza do espaço utilizado. Tudo isso é muito mais que vending machines.

Os alavancadores das atuais propostas de negócios que têm muito para dar certo, contrário ao que já vimos: consumidores conscientes dos pilares da sustentabilidade; tecnologia: apps, câmeras, dashboards, segurança e agilidade; mentes brilhantes criando soluções com prática de governança e gestão sustentável. Sucesso e lucro fazem parte do pacote.

Ah! Com relação a uma das delícias que desembarcaram em São Paulo, rumo ao Brasil, temos hot dog novo, ainda que de marca centenária e americana, Nathan’s Famous, fundada em 1916.

* Ana Vecchi é consultora de empresas, CEO na Ana Vecchi Business Consulting, professora universitária e de MBAs, pós-graduada em marketing e com MBA em varejo e franquias, coautora do livro ‘A Nova Era do Franchising’. Atua no franchising há 31 anos como especialista em inteligência de mercado, criação, mapeamento de processos e expansão de negócios.

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