Nós saímos da caixa na ClearSale dançando o Harlem Shake

Daniel Fernandes

25 de fevereiro de 2013 | 06h25

O melhor seria se as pessoas não ligassem 100% o perfil usuário de tecnologia

Nos dois últimos posts falamos muito em precificação e, especialmente no último artigo, destacamos a sensibilidade no contexto. Nestes anos de empreendedorismo, aprendi que a sensibilidade no contexto é uma poderosa ferramenta de percepção do todo.  No meu desempenho profissional, ela fez uma diferença brutal.
O que é contexto? Trata-se de tudo o que ocorre ao redor da pessoa e que influencia na forma com que ela interage com o ambiente físico e com os outros no tempo. A sensibilidade é como eu vejo e percebo as interações, emoções no comportamento das pessoas. Então, a sensibilidade no contexto é ligar toda a nossa humanidade para sentir o que acontece além dos fatos ali presentes.
Por exemplo, outro dia na hora de almoço, os integrantes de uma família estavam entretidos com algum equipamento eletrônico e nem se importavam uns com os outros. O melhor seria se as pessoas conversassem uma com as outras enquanto comessem e não ligassem 100% o perfil usuário de tecnologia, esquecendo-se do mundo.
Quantas vezes estamos centrados em fazer algo muito importante no entorno e, no atropelo, deixamos de ter um resultado ótimo por não acolher as emoções alheias. Ficamos usando muito a parte convergente do cérebro, do pensamento racional e nos condicionamos ainda mais ao não usar a parte divergente da criatividade, da imaginação, da intuição que ajudam a escolher um caminho melhor em um dado momento da vida.
Você lembra do post da semana passada e do “aha” na conversa com o cliente? Num lapso de momento, fiz uma proposta completamente inesperada como que se eu “sentisse” a necessidade do cliente. Acredito que podemos treinar esta sensibilidade se ficarmos atentos às interações e às emoções das pessoas em um determinado contexto e assim deixar que o inconsciente também trabalhe.
Temos um belo know-how disto, pois o nosso negócio exige muito da sensibilidade no contexto. Detectar a fraude ideológica não presencial não é simplesmente fazer um batimento de dados e verificar se eles fazem sentido. É ir além e verificar se naquele exato momento o verdadeiro dono daquelas informações está ciente da transação de compra no comércio eletrônico.
Deve-se então relacionar, monitorar e calcular estatisticamente a todo o momento o comportamento das informações e, na dúvida, enviar aquela transação para uma PESSOA validar, por meio de sua sensibilidade no contexto, se aquele relacionamento comprador-informação é autêntico. Como “eles” do mal são inventivos! Epa!! Mas somos melhores, pois a vida conspira a nosso favor ao usar a sensibilidade humana coletiva do contexto para fazer o bem.
O contexto também foi assunto na nossa reunião comercial. No seu livro The Challenger Sale, o autor comenta que o primeiro passo para uma estratégia vencedora de vendas é entender muito bem o contexto do negócio. Ao explicar pedagogicamente o que o cliente não sabe sobre o contexto, abre-se a oportunidade para o desafio que o cliente tem e, por vezes, nem sabe. E quando você adiciona a sensibilidade humana neste contexto abre-se o caminho para tocar a alma do cliente. Lindo, não?
Agora vamos imaginar um contexto muito diferente. Quando estamos no trabalho, geralmente ligamos o “software” mental profissional e ficamos automáticos naquelas tarefas e, na robotização, perdemos a nossa própria noção de sujeito e, aos poucos, vamos perdendo esta sensibilidade do contexto tão importante, inclusive, para afinar a nossa intuição, que é tão certeira.
Então, fica a dica nada fácil de seguir! Cada contexto tem uma dinâmica de pessoas e de fatos e se ficarmos atentos para aprender e sentir TODO o entorno, acolhendo e ouvindo as pessoas verdadeiramente, vamos, aos poucos, ajustando a nossa sensibilidade no contexto. Se voltarmos para a pessoa que existe dentro de cada papel na vida (profissional, familiar, amizade, etc), conseguiremos permanecer mais sensíveis ao nosso próprio contexto da subjetividade.
Assim, poderemos transmitir uma confiança maior para as pessoas pela comunhão gerada pela sensibilidade humana que existe dentro de todos nós. Como diz Cecilia Warschauer, nossa consultora educacional, que o “aprendizado é inerente a todos os seres vivos” e este depende muito do sentir o contexto.
Finalizo o post de hoje com um vídeo da nossa área de TI. Em um momento no contexto corporativo, eles pararam para “sair da caixa”, estimulando a sensibilidade interior pelo agir e sentir a emoção de fazer algo diferente do esperado naquele contexto.
Clique na imagem para ver o vídeo.

 

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