Nós perdemos o nosso caminho

Daniel Fernandes

01 de abril de 2016 | 14h26


“Quando lemos as chamadas dos jornais. Ou assistimos as notícias na televisão. Quando navegamos pelas postagens nas redes sociais. Ou ouvimos os políticos. Você facilmente encontra uma nação perdida. Um povo que rompeu os laços comuns que nos une – compaixão, respeito, responsabilidade compartilhada, uma crença vigente, uma boa vontade de união apesar das nossas diferenças.
Hoje, apenas por um momento, vamos parar e refletir. Para ir além do ódio e sarcasmo e ver uma história diferente do nosso país.
É uma história que não está vinculado à filiação partidária ou crenças religiosas. É uma história que não depende se você mora em uma região rica ou pobre. Se é de direita ou de esquerda. Não está relacionada com a sua renda ou poder aquisitivo.
É algo que está acontecendo nas pequenas e grandes cidades. Na sala de aula em que o professor está lutando pelo potencial de cada aluno. Você vê esta história nos voluntários que ajudam os jovens e também os mais velhos. E nos que trabalham para incluir sem discriminar. Você vê esta história nos líderes que investem em suas comunidades. E no enfermeiro que trata os mais velhos com dignidade. É esta a história em que acreditamos.
Isto não é a escolha que fazemos a cada quatro anos. Esta história é sobre as escolhas que fazemos todos os dias.”
Estamos falando do Brasil? Não. O título original desta mensagem é “Nós perdemos o nosso caminho, América?” e foi com ela que Howard Schultz, empreendedor da rede de cafeterias Starbucks, abriu o encontro anual com os investidores agora, no final de março.
Fundada em 1971, a Starbucks era especializada em cafés em grãos até ser adquirida por Howard Schultz em 1987. Desde então, a empresa vem crescendo a taxas impressionantes, chegando a ter quase 24 mil cafeterias atualmente em mais de 60 países, incluindo o Brasil. O faturamento de cerca de US$ 20 bilhões e o lucro líquido de US$ 2,5 bilhões, dão um valor a empresa que é mais que o dobro do valor de mercado da Petrobrás, tornado-a uma das mais bem sucedidas e uma das principais referências para outros empresários e para quem pensa em empreender.
Como Schultz conseguiu transformar algo ordinário em uma experiência extraordinária? Fazendo escolhas, todos os dias, mesmo que sejam as mais difíceis. “Encontre a verdade nas tentativas e lições nos erros. Seja responsável por aquilo que enxerga, ouve e faz. Acredite!” – diz.
São nossas escolhas que determinam o nosso futuro! Você sempre poderá escolher tirar a pedra ou… ser a pedra no meio do caminho…
Marcelo Nakagawa é Professor de Empreendedorismo e Inovação do Insper
 

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