Negócio incentiva descarte correto de lixo com programa de fidelidade

Para incentivar cidadãos, Molécoola faz sistema de pontos na arrecadação de recicláveis em 10 endereços em São Paulo; empresa de impacto social mira inclusão social de catadores e respeito ambiental

Maure Pessanha

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O Brasil perde R$ 8 bilhões anuais por não destinar os resíduos passíveis à reciclagem encaminhados para aterros e lixões do País, de acordo com dados de 2010, compilados no Relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A WWF aponta, com base nos dados do Banco Mundial, que somos o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo: produzimos 11 milhões de toneladas; dessas, apenas 1,2% é reciclada.

Reportagem do Estado publicada em agosto apontou que, nove anos após a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), não conseguimos cumprir nenhuma das metas para a gestão do lixo.

Para transformar problema em solução e renda, o empreendedor Rodrigo Jobim Roessler criou, em 2017, a Molécoola: negócio que cria valor compartilhado a partir do lixo reciclável. A empresa engaja a população por meio de um programa de fidelidade, no qual as pessoas podem trocar materiais recicláveis por pontos, que são convertidos em produtos e serviços.

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A partir daí, otimiza a logística reversa de recicláveis pós-consumo, recebendo-os e destinando-os adequadamente, cumprindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O negócio atua com instalações de lojas-contêiner – que funcionam no modelo de microfranquias – em locais de grande fluxo de pessoas.

A ideia para o negócio surgiu da experiência de Roessler em uma empresa da área de resíduos industriais; ao perceber o potencial econômico e as perdas ambientais que resultam do não descarte correto, decidiu investir na criação do negócio de impacto.

Rodrigo Roessler, fundador da Molécoola. Foto: Marco Torelli

Hoje, a operação conta com dez lojas – Shopping Center Norte, Shopping Jardim Sul, Makro Lapa, Interlagos e Vila Maria, Shopping Metrô Tucuruvi, Maxxi Taboão da Serra, Leroy Merlin Morumbi, Parque Vicentina Aranha (São José dos Campos) e Jaguariúna – e deve inaugurar, neste semestre, mais 30 unidades na região da Grande São Paulo, indo até 150 km de distância da capital.

Novo e disruptivo, o modelo de negócio incentiva a reciclagem ao motivar os consumidores a levarem as embalagens até a loja mais próxima; adota a solução “one stop drop” – recebe todos os tipos de material pós-consumo (lata, papelão, plásticos, vidros, eletroportáteis, eletrônicos e óleo de cozinha) – e educa o consumidor no momento da entrega. Na prática, simplifica a cadeia de reciclagem, promove 100% de rastreabilidade (via implementação de blockchain) e melhora a vida dos cooperados.

Nesse quesito, cabe um detalhamento: a operação adota um formato escalável de microfranquia com cooperados e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Há, no Brasil, aproximadamente 1 milhão de catadores com renda inferior a um salário mínimo e atuando em condições precárias de trabalho. A Molécoola fomenta a atuação desse microempreendedor de baixa renda, que se torna um operador capacitado e orientado para gerir a operação da loja.

A visão de futuro do empreendedor aponta para, até 2025, criar 5 mil pontos de recebimento, impactar financeiramente 7 mil famílias, coletar 350 mil toneladas de resíduo por ano, ampliar a presença em todos os Estados e consolidar um modelo de expansão internacional. Em resumo: transformar lixo em instrumento de inclusão social e respeito ambiental.

* Maure Pessanha é empreendedora e diretora-executiva da Artemisia, organização pioneira no fomento e na disseminação de negócios de impacto social no Brasil.

O Brasil perde R$ 8 bilhões anuais por não destinar os resíduos passíveis à reciclagem encaminhados para aterros e lixões do País, de acordo com dados de 2010, compilados no Relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A WWF aponta, com base nos dados do Banco Mundial, que somos o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo: produzimos 11 milhões de toneladas; dessas, apenas 1,2% é reciclada.

Reportagem do Estado publicada em agosto apontou que, nove anos após a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), não conseguimos cumprir nenhuma das metas para a gestão do lixo.

Para transformar problema em solução e renda, o empreendedor Rodrigo Jobim Roessler criou, em 2017, a Molécoola: negócio que cria valor compartilhado a partir do lixo reciclável. A empresa engaja a população por meio de um programa de fidelidade, no qual as pessoas podem trocar materiais recicláveis por pontos, que são convertidos em produtos e serviços.

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A partir daí, otimiza a logística reversa de recicláveis pós-consumo, recebendo-os e destinando-os adequadamente, cumprindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O negócio atua com instalações de lojas-contêiner – que funcionam no modelo de microfranquias – em locais de grande fluxo de pessoas.

A ideia para o negócio surgiu da experiência de Roessler em uma empresa da área de resíduos industriais; ao perceber o potencial econômico e as perdas ambientais que resultam do não descarte correto, decidiu investir na criação do negócio de impacto.

Rodrigo Roessler, fundador da Molécoola. Foto: Marco Torelli

Hoje, a operação conta com dez lojas – Shopping Center Norte, Shopping Jardim Sul, Makro Lapa, Interlagos e Vila Maria, Shopping Metrô Tucuruvi, Maxxi Taboão da Serra, Leroy Merlin Morumbi, Parque Vicentina Aranha (São José dos Campos) e Jaguariúna – e deve inaugurar, neste semestre, mais 30 unidades na região da Grande São Paulo, indo até 150 km de distância da capital.

Novo e disruptivo, o modelo de negócio incentiva a reciclagem ao motivar os consumidores a levarem as embalagens até a loja mais próxima; adota a solução “one stop drop” – recebe todos os tipos de material pós-consumo (lata, papelão, plásticos, vidros, eletroportáteis, eletrônicos e óleo de cozinha) – e educa o consumidor no momento da entrega. Na prática, simplifica a cadeia de reciclagem, promove 100% de rastreabilidade (via implementação de blockchain) e melhora a vida dos cooperados.

Nesse quesito, cabe um detalhamento: a operação adota um formato escalável de microfranquia com cooperados e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Há, no Brasil, aproximadamente 1 milhão de catadores com renda inferior a um salário mínimo e atuando em condições precárias de trabalho. A Molécoola fomenta a atuação desse microempreendedor de baixa renda, que se torna um operador capacitado e orientado para gerir a operação da loja.

A visão de futuro do empreendedor aponta para, até 2025, criar 5 mil pontos de recebimento, impactar financeiramente 7 mil famílias, coletar 350 mil toneladas de resíduo por ano, ampliar a presença em todos os Estados e consolidar um modelo de expansão internacional. Em resumo: transformar lixo em instrumento de inclusão social e respeito ambiental.

* Maure Pessanha é empreendedora e diretora-executiva da Artemisia, organização pioneira no fomento e na disseminação de negócios de impacto social no Brasil.

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