Negócio da (na) China

Daniel Fernandes

17 de julho de 2017 | 08h43

Não é à toa que a China está caminhando a passos rápidos para se tornar a maior potência mundial: o pessoal lá não brinca em serviço. Semana passada o governo chinês anunciou mais um pacote de medidas para estimular o que chama de “empreendedorismo de massa”, com descrição detalhada de como pretendem turbinar a inovação e desenvolvimento de empresas.

Conforme divulgação oficial do gabinete do primeiro ministro Li Keqiang, “a promoção do empreendedorismo vai aumentar o emprego, otimizar a estrutura econômica e facilitar os mecanismos de crescimento”.
Um resumo das medidas anunciadas:

– Desburocratizar a abertura e fechamentos de empresas.
– Remover barreiras para setores da economia ainda fechados, citando como exemplo a educação.
– Apoio oficial ao registro de patentes, em especial em setores emergentes.
– Investir na educação universitária, com parcerias da iniciativa privada, para desenvolver centros e inovação e desenvolvimento de estratégias para a economia digital.
– Expansão dos canais de financiamento para startups, inclusive com a criação de fundos de venture capital governamentais.
– Redução nos custos trabalhistas para atrair – e reter – empreendedores e profissionais inovadores, tanto locais como estrangeiros.
– Facilitar que estrangeiros possam residir e trabalhar na China, e empreendedores estrangeiros que queiram iniciar negócios na China terão facilidades.
No artigo “O Clubinho Dos 3 Grandes”, apontei como o Brasil tem muitos elementos únicos em comum com a China e os EUA, mas mesmo assim, tropeçamos em nossas dificuldades políticas e regulamentações. Lendo como a China faz para estimular o desenvolvimento do trabalho e da prosperidade, surge a pergunta inevitável: será que estamos tão para atrás da China e dos EUA justamente pela pouca importância que o Brasil dá ao empreendedorismo?
Repetindo o texto do governo chinês: “a promoção do empreendedorismo vai aumentar o emprego, otimizar a estrutura econômica e facilitar os mecanismos de crescimento”. Agora, o Brasil está esperando o quê para ajudar os empreendedores a fazerem seu trabalho?
Ivan Primo Bornes – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

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