Não se engane: a Apple, o Google e o Facebook só querem aprisionar você

Daniel Fernandes

23 de abril de 2015 | 13h29

Não se engane. O YouTube, o Facebook, a Microsoft, a Apple e, claro, o Google só querem aprisionar você. E nós adoramos quando isso acontece.
Mas calma. Aprisionamento, segundo o livro ‘Gestão Estratégica, editado pela FGV Editora e disponível para quem quiser comprar nas livrarias, é apenas uma das disciplinas de valor fundamental que as companhias devem adotar se quiserem ter – ou pelo menos buscar – a liderança de mercado. Essas disciplinas compõe um dos três conceitos de estratégia competitiva – proposição de valor e modelo operacional são os outros dois. As disciplinas são: excelência operacional, liderança em produto, intimidade com o cliente e, finalmente, o aprisionamento (conhecido também como lock-in).
De acordo com o mesmo livro, aprisionamento tem como ponto central a geração de valor ‘duradouro sustentável para os clientes, mas com altas barreiras a saídas, fundamentais em vários tipos de custo de mudança’.
Ficou difícil entender? Também achei.
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Mas vamos aos exemplos. Empresas como o YouTube e sua grande base de vídeo compartilhado e o Facebook, com centenas de milhões de clientes, são exemplos dessa estratégia de aprisionamento. É o mesmo caso da Microsoft e seus softwares profissionais e pessoais – Word, Excel, PowerPoint…
O mesmo acontece com a Apple, por meio do seu sistema operacional usado no iPhone, iTunes, etc e com o Google, que faz exatamente a mesma coisa com o sistema Android para smartphones.
No fundo, no fundo, as companhias só querem aprisionar o consumidor. E o pior? A gente gosta.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME e, constantemente, é aprisionado por todas essas marcas
 

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