Não existe produto perfeito

Daniel Fernandes

02 de setembro de 2014 | 06h39

Não existe produto ou serviço perfeito. Nenhuma cerveja, chocolate, queijo, nenhum celular, câmera fotográfica ou computador vai agradar plenamente a todos os gregos e troianos do planeta. Você pode ir naquele restaurante super conceituado e ser bem atendido na primeira vez, mas ter uma experiência terrível na visita seguinte.
Acreditamos que é nosso papel, diante de cada empreendimento que assumimos construir,buscar a excelência, fazer o melhor possível. Ninguém está imune ao erro, e acreditamos que é preciso dar a cara ao tapa, trabalhar em cima de tentativa e erro e fazer o máximo para que produtos e serviços evoluam e cheguem o mais próximo possível da excelência.
Para isso, usamos uma série de métodos. Antes de mais nada, é preciso pesquisar o que existe no mercado. Quando decidimos construir uma fábrica de queijos especiais,uma das primeiras coisas que fizemos foi viajar, pelo Brasil e pelo exterior, para saber o que havia de melhor sendo produzido. Já com nosso blog Diário do Queijo em andamento, fizemos uma viagem inesquecível pela Alemanha, Suíça e Itália, visitando muitos produtores da região, de grandes indústrias a pequenos artesãos. E sempre estamos procurando degustar, testar produtos que estão no mercado– isso é o tal do benchmarking.
Com este método, construímos a maior parte da linha de cervejas da Eisenbahn. Na fábrica, inclusive, participávamos ativamente do processo de construção de cada nova receita. Na Alimentos Pomerode não está sendo diferente. Ter uma boa receita,com matérias-primas de qualidade (que, em muitos casos, é o primeiro ponto em que várias empresas economizam), é essencial quando se busca a excelência!
Outra linha de ação que utilizamos é a automação: aplicar tecnologia de software e hardware para fazer os trabalhos repetitivos e automáticos, como controlar temperatura,tempo de cozimento de produtos, etc. Evitando a intervenção humana, o processo fica menos sujeito ao erro. Se um colaborador precisa desligar um forno quando ele chega a 120 graus, por exemplo, qualquer descuido – uma ida ao banheiro, um telefonema– pode fazer a temperatura passar do ponto e, aí, quem sabe como pode ficar sua receita?
Além disso, melhorar processos internos da sua linha de produção, dos seus sistemas,é essencial para diminuir erros e falhas. Gostamos, sempre que possível, de visitar empreendimentos do setor em que estamos empreendendo para conhecer novos métodos.Todas essas coisas não adiantam nada se o empreendedor não souber ouvir seus clientes e também pessoas que tenham uma boa base técnica para criticar, com sinceridade,os seus produtos e serviços.
Nos tempos da Eisenbahn, os Shelton Brothers, que importavam nossa cerveja para os Estados Unidos, e o Cássio Piccolo, dono do Frangó, foram grandes parceiros na evolução das nossas cervejas, dando muitas dicas e sacadas para a gente. O empreendedor nunca pode ficar cego, achar que só ele sabe o que é melhor. Analisar as críticas com calma e, também por seu lado, um bom senso crítico, é uma ferramenta e tanto para buscar essa tão sonhada excelência!
Com o post de hoje, encerramos uma série sobre os Quatro Pilares de Marketing que utilizamos em nossos negócios.
Nas últimas semanas, abordamos aqui no Blog do Empreendedor o Marketing de Experiência , Relações Públicas e também Design e Inovação.
Até a próxima semana!
 
Bruno e Juliano fundaram a premiada Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenaue trabalham na criação de uma marca de queijos bem especiais. Escrevem todasas terças aqui no Blog do Empreendedor.

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