Não está na hora de buscar um novo chefe?

Daniel Fernandes

08 de maio de 2015 | 07h21


Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper
Tomas Chamorro-Premuzic é professor de psicologia em negócios nas universidades de College London na Inglaterra e Columbia nos Estados Unidos e de tempos em tempos, escreve para a Harvard Business Review.
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Um dos seus grandes méritos é apresentar conteúdos de artigos científicos de forma popular que não só atrai a atenção dos novos leitores, mas que também os faz pensar e, quem sabe, aprofundar o conhecimento a respeito daquele tópico no referencial teórico que o sustenta.
Seu mais recente artigo “5 Signs It’s Time for a New Job” é um bom exemplo deste método. O título é do tipo que geram muitos “likes” e “shares”, pois vem na forma de uma lista de coisas. Todos nós adoramos listas. É organizado, claro e objetivo. Economiza tempo de forma útil e construtiva.
A informação se torna melhor ainda se vier na forma visual. Nem é preciso interpretar cada frase do texto. No pensamento visual, o cérebro já processa a informação no campo das ideias e o resultado já vem instintivamente. Faça o teste a seguir e, em menos de dez segundos, saberá o que, por instinto, já sabe…

Neste momento, cresce o número de pessoas infelizes com seus trabalhos. Mas como encontrar um novo emprego em uma economia estagnada? Então chegou sua hora de empreender um negócio próprio?
Antes da decisão de permanecer, encontrar um novo ou criar o seu próprio trabalho, reflita sobre quem manda em você.
Por exemplo, qual a sua real atitude diante da busca de novos aprendizados? As pessoas, em geral, estão mais felizes quando percebem que estão aprendendo coisas novas. Mas será que realmente está sendo proativo(a) em querer aprender mais? A última frase do discurso de formatura proferida por Steve Jobs na Universidade de Stanford em 2005 “Stay Hungry. Stay Foolish” se referia a importância de nos mantermos curiosos e abertos por novos aprendizados.
Mas se não estiver desempenhando 100% do seu potencial, é claro que não gosta do que faz. E se estiver dando 100%, provavelmente apenas suporta bem suas obrigações. Para os que enxergam propósito naquilo que fazem, 100% de si é a linha de partida! Não dá para se subestimar acima deste patamar e tampouco ficar medindo sucesso apenas pelo dinheiro recebido.
Pessoas assim não ficam odiando os seus chefes porque simplesmente não se odeiam…

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