Na contramão da gastronomia atual: 'Viva a Gourmetizanão'

Daniel Fernandes

03 de dezembro de 2014 | 06h15

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira
Dirigir na contramão não é tarefa para qualquer um. Até porque é muito mais arriscado, mas pode ser mais divertido. Opa! Na contramão dos negócios, hein?
Se não me falhe a memória, meu primeiro post falou sobre o case do The Body Shop e sua essência. Eu realmente sou um fã de carteirinha do que a Anita Roddick fez nos anos 70 e gosto muito de tentar seguir alguns de seus preceitos.
Pois bem, no final de semana passada, começamos, sem muito alarde ou pirotecnia, nosso lab com o consumidor – vou explicar o porque de lab mais adiante – em uma rotina gypsy. Batizado de HÃ? BURGUER (www.queroha.com.br), nosso lema é “Viva a Gourmetizanão”. E sem papas, logo de cara, o texto de abertura do site diz, “… nosso sal não tem sobrenome…” Porque pra gente é fundamental entregar algo realmente saboroso sem afetação gastronômica.
Estamos na contramão da gastronomia atual, em que vale mais a pirotecnia e o efeito de estranheza. E a familiaridade? E o gosto de “conheço isso de algum lugar”? Outro dia descobri que já “inventaram” gelo gourmet. Sacanagem né? Esse nosso lab nasceu de um sonho de conseguirmos – a DE CABRÓN CHILLIS – de nos aproximarmos do consumidor de uma forma diferente: usar a plataforma de hamburgueira para testar novas combinações de sabores, rótulos, conceitos, comunicação… E porque não como catapulta para ganho de escala antes de entrar em linha de produção?
Criar esse quintalzinho pro Chincho ajuda a viabilizar umas série de coisas. Chincho teve uma idéia? Sem medo de ser feliz, colocamos no HÃ?. Louco atrai louco, diriam os sábios. A chef Rê Cruz e seu sócio, Paulo Ruy, compraram a briga e o sonho. E, o mais bacana de tudo, é que ambos já possuem uma operação de catering redonda e impecável. Então é só colocar esse truck na rua e acelerar. Na contramão, é claro. E espero que um dia você experimente o HÃ? pois é realmente delicioso. Até a próxima semana.
 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.