Livros que me inspiraram a empreender

Daniel Fernandes

20 de fevereiro de 2013 | 06h36



Mudei de casa este fim de semana e organizando os livros na nova estante encontrei três leituras que me inspiraram a empreender. Sempre desconfiei que livros de administração fossem bastante maçantes até ganhar de uma amiga o divertido “Se você não tem bunda, use laços no cabelo” (Ed. Planeta).  Ele conta a história da norte-americana Barbara Corcoran, que fundou um dos maiores impérios imobiliários em Nova Iorque.
Ela tinha 23 anos quando pegou mil dólares emprestados do namorado e deixou de ser garçonete para começar seu próprio negócio. De origem humilde, Barbara conta no livro que não tinha nenhuma experiência administrativa e que sua gestão foi sempre muito intuitiva, baseada nas lições domesticas de sua mãe, que “administrava” de forma exemplar uma casa com 12 pessoas.
Já contei aqui, baixinho, que desde criança tenho mania de ficar brincando de inventar novos negócios. Quando li “A estratégia do oceano azul” (Ed. Best Seller) me senti menos estranha. Os autores defendem no livro a teoria de que existem inúmeros negócios por serem criados e que antes de empreender deve-se buscar um produto ou serviço que ainda não exista. Adotando essa estratégia, segundo eles, a empresa “navega” sozinha no oceano azul do mercado e se estabelece sem pressão da concorrência que, por analogia, os autores chamam de “oceano vermelho”.
O terceiro livro foi decisivo para minha mudança de vida. Era o meu livro de cabeceira na época em que deixei o jornalismo. Escrito pela inglesa Anita Rodick, fundadora da Body Shop, “Meu jeito de fazer negócios” (Negócio Editora) subverte a visão clássica de administrar uma empresa, propondo uma gestão humana e engajada.
Anita, assim. como Barbara, quebrou velhos paradigmas do mercado e criou uma das empresas de cosméticos mais expressiva do mundo. Resumo aqui a cartilha de Anita para empreender um negócio que faça a diferença:
1 – A visão de algo novo e a crença de que isso é tão forte que será uma realidade;
2 – Um toque de loucura;
3 – Habilidade para destacar-se na multidão;
4 – Habilidade de ter idéias novas, até conseguir uma solução;
5 – Otimismo patológico;
6 – O conhecimento claro de como fazer as coisas;
7 – Experiência de vida prática: a maioria dos empreendedores que conheci tinha o desejo espontâneo de mudança social;
8 – Criatividade;
9 – A habilidade de combinar tudo isso de maneira eficiente. No meu caso, tornar-me uma empreendedora foi o resultado da combinação de qualificações que eu tinha e de criar uma existência. Por isso, não posso acreditar que o caminho esteja em procurar uma faculdade e estudar empreendedorismo com um professor notável;
10 – E finalmente, todo empreendedor é um grande contador de histórias. E nas histórias contadas está o que nos diferencia.
 

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