Jobs completaria 60 anos. O que ele estaria escutando no iPod?

Daniel Fernandes

24 de fevereiro de 2015 | 17h08

Bob Dylan, The Beatles, Joan Baez, Rolling Stones, Aretha Franklin, The Doors, Janis Joplin. Estes eram alguns dos grupos musicais que faziam parte do iPod de Steve Jobs, segundo relatado na biografia escrita por Walter Isaacson sobre o empreendedor considerado por muitos (pela maioria?) um autêntico gênio da tecnologia.
Mas nesta terça-feira, dia 24 de fevereiro, quando Jobs completaria 60 anos, não custa nada jogar uma pergunta no ar: o que o fundador da Apple estaria escutando hoje? Difícil precisar, mas poderíamos arriscar que os artistas acima mencionados ainda estariam ocupando algum espaço nos ‘gadgets’ do empreendedor. Mas poderiam aparecer também alguns artistas mais modernos. E, 2004, por exemplo, o iPod de Jobs tinha Alicia Keys, Coldplay, Green Day, U2, entre outros.
Mas a grande paixão de Steve Jobs era mesmo Bob Dylan. Paixão expressa até quando o empresário era estimulado a responder sobre outro artista, como foi o caso de Eminem. No começo dos anos 2000,  Jobs demonstrava interesse pelo rapper, entusiasmo que não seguiu muito adiante. “Respeito Eminem como artista, mas não quero ouvir sua música, não consigo me relacionar com seus valores da maneira como faço com Dylan”.
E esse é um ponto interessante.
A vida de empreendedor é tudo, menos fácil. Ele tem quinze mil (milhões?) de problemas para resolver todos os dias; ele precisa lidar com os altos e baixos da economia, ter um produto atraente – melhor do que o feito pela concorrência -, se possível, com um preço melhor. Ele precisa prosperar e vencer a batalha todos os dias.
E por isso que a relação com a música pode ajudar. É interessante o empresário reservar um tempo da sua rotina para simplesmente relaxar. Pode ser ou não com música, que era – me arrisco a dizer – o que funcionava com Steve Jobs.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME
 

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