Inovação sustentável

Daniel Fernandes

19 de janeiro de 2016 | 06h02


Na última coluna, falamos sobre obituário corporativo, que engloba prever desafios futuros que poderão impactar algo dentro de uma empresa e, a partir disso, desenvolver soluções para que as previsões negativas não se concretizem. Demos, inclusive, o exemplo do carro híbrido desenvolvido pela Toyota, o Prius, criado a partir dessas observações. Continuando nessa linha, hoje vamos analisar a Tesla Motors e como Elon Musk, CEO da companhia, conduz as operações da empresa que produz veículos 100% elétricos.

Para Musk, o grande desafio da humanidade neste século é encontrar alternativas sustentáveis para o transporte e, principalmente, para a energia. A Tesla, portanto, vai além de ser uma montadora. Ela é uma empresa de energia elétrica e sustentável que, nos próximos anos, promete fabricar carros elétricos a preços acessíveis para a população e também redefinir a rede de energia que abastece o mundo.
Há muitas peculiaridades na gestão da Tesla. Duas delas são uma visão única sobre a importância de se abrir informações e uma estratégia de marketing contida. Enquanto algumas empresas protegem com unhas e dentes as suas patentes, Tesla foi contra a maré ao abrir todas as suas patentes. A razão é simples: patentes muitas vezes podem limitar inovação. Com mais informação, mais gente pode melhorar ou criar soluções. Ou seja: melhor aumentar a pizza toda do que ficar lutando por um pedaço maior de uma pizza pequena. Em termos de marketing, a Tesla também inova no sentido de não investir em publicidade e até mesmo os comunicados para imprensa são raros, somente em ocasiões de fato relevantes. O resultado: menos ruído que possa interferir com o que é relevante de verdade.
Ao fazer o exercício do obituário, muitas empresas podem ver como desafio um mercado que não cresce, e também uma comunicação externa com ruídos.  Tesla nos mostra algumas ideias de soluções para essas duas ameaças.
* Bel Pesce é fundadora da escola FazINOVA e autora dos livros “A Menina do Vale” e “Procuram-se Super-Heróis”. Apaixonada por culturas empresariais, Bel Pesce explora diferentes cases em sua coluna no Estadão PME

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