Índia: tem de tudo no mercado de mais de 1 bilhão de consumidores

Daniel Fernandes

03 de julho de 2014 | 07h24

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira
Algumas multinacionais, principalmente de bens de consumo, se aventuram há anos na Índia. Por exemplo, estou saboreando um Cornetto (isso mesmo!), da Unilever (Kibon), enquanto escrevo este post. Faz calor por aqui, mais de 40ºC e o sorvete me faz lembrar de casa, do Brasil.
Na Índia se tem, no mínimo, três línguas diferentes. Por exemplo, em Delhi (a capital), se fala (e se escreve) Hindi e em Mumbai (Bombay, cidade mais conhecida por seus filmes, Bollywood), Marathi. Sem contar outras regiões com dialetos e línguas diferentes. O inglês também é falado, mas não é tão comum quanto se imagina, mesmo nas grandes cidades. Agora, imagine comunicar seu produto para esse mundo de pessoas. Cada um falando uma linguagem diferente, religiões e tradições diferentes. Tudo bem, a recompensa para quem conseguir é um mercado consumidor gigante, mas chegar até ele não é fácil.
Tenho percebido que empreendimentos envolvendo pessoas são em grande quantidade. Por exemplo: universidades. Acho que nunca vi tanta universidade, escolas, quanto aqui na Índia. Escolas de tudo quanto é tipo: só para mulheres, só para meninos, escolas internato, Universidades à distância. Centenas de opções para atender grande parte da população que ainda é jovem.
Outro segmento que possui bastante empreendimentos é o de turismo. Centenas de hotéis beiram as (precárias, mas em evolução), estradas indianas. Normalmente estamos acostumados a ver hotéis que acompanham estâncias turísticas, praias, montanha etc. Por aqui, não. É tanta gente que tem hotel em beira de estrada que vende lazer. Por aqui, o fato de se ir para um hotel pode ser sinônimo de férias, não precisando que o mesmo esteja à beira mar ou na encosta de uma paisagem espetacular.
Em uma passagem pelo sagrado Rio Ganges, fiquei abismado com a quantidade de empresas que operam turismo de aventura em suas margens e pelo fato de estarem explorando dessa forma um rio sagrado (para eles mesmos, inclusive!). Facilmente, mais de 50 empresas em uma região menor do que 5 quilômetros, o que só pode significar uma coisa: pessoas (demanda).
Aqui, as proporções são gigantescas como empreendedor. Talvez o mercado consumidor seja muito maior que no Brasil, mas acredito que os desafios e dificuldades sigam pelos caminhos que conhecemos bem.
Até a próxima,
Rafael

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