Holocracia em prol do empreendedorismo

Daniel Fernandes

18 de novembro de 2015 | 06h56


Empresas que inovam no modelo de gestão são grandes fontes de inspiração e aprendizados. Recentemente, tive a oportunidade de conhecer o CEO da Zappos, Tony Hsieh, e em uma conversa sobre os rumos da empresa fui apresentada ao termo holocracy, em português, holocracia. Trata-se de um novo modelo de gestão com três características bem claras: não há chefes e nem hierarquia, tudo é organizado ao redor de projetos e as regras são iguais para todos os colaboradores. Ou seja, é uma organização auto-organizada ao redor de projetos.
Quando decidiu implantar a holocracia na Zappos, Hsieh fez questão de conversar com os funcionários, explicar o novo modelo de gestão e perguntou se as pessoas queriam fazer parte daquilo. Mudanças sempre exigem comprometimento e, neste caso, o funcionário precisaria estar muito alinhado com as novidades e com a cultura que passariam a fazer parte de seu dia a dia na empresa. Para quem não se sentisse confortável com a holocracia, a Zappos se comprometeu a pagar três meses de salário, uma espécie de indenização, para que o colaborador deixasse a empresa. Cerca de 14% saiu.

O número é considerável, mas para Hsieh esse modelo é uma forma de fazer com que as pessoas sejam mais empreendedoras dentro da empresa, e isso está totalmente alinhado com a cultura da Zappos.
Claro que há diversos tipos de empresas e em nem todas esse modelo se aplica, mas em culturas mais abertas acho muito válido este modelo horizontal, sem tantas hierarquias e nos quais os funcionários são incentivados a inovar e a empreender. Empreendedorismo está muito mais ligado a atitude protagonista do que a começar um negócio, e uma empresa que valoriza e incentiva o empreendedorismo de seus colaboradores é capaz de criar projetos grandiosos.
 

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