Gestão de pessoas, o coração da empresa

Daniel Fernandes

22 de setembro de 2015 | 07h34


Empreender é desafiador. E gerir pessoas, ainda mais. Desde que voltei ao Brasil e fundei minha empresa, há pouco mais de dois anos, tenho estudado muito sobre recursos humanos e, cada vez mais, busco exemplos de empresas brasileiras que cuidam do colaborador de perto e que valorizam o ser humano. Quem tem empresa ou gera equipes sabe o quanto é difícil aplicar na rotina e de maneira eficaz políticas de recursos humanos que sejam inovadoras e que faça sentido tanto para a empresa quanto para o funcionário. É um baita desafio! Porém, em uma dessas buscas, conheci o Laboratório Sabin e suas fundadoras, Janete Vaz e Sandra Costa.
Fundado há 31 anos em Brasília, o Sabin é considerado uma das melhores empresas para se trabalhar na América Latina e possui 170 unidades espalhadas pelo país, que empregam cerca de 3.000 pessoas. O crescimento, porém, foi feito de maneira planejada e consistente para que a cultura da empresa não se perdesse, o que pode facilmente ocorrer quando o ritmo de expansão é acelerado ou quando os gestores não olham para os detalhes. No caso, os “detalhes” que fazem a diferença são as políticas voltadas para o bem-estar do colaborador.

Um dos pontos interessantes é a forma como a empresa se preocupa com a vida do funcionário, mesmo em setores que, teoricamente, não seriam responsabilidade da empresa. Mas, peraí, se o meu funcionário tem um problema financeiro ou familiar, isso não é problema meu? Teoricamente, não seria. Mas quando analisamos esta questão, eu diria que sim, é problema meu, é problema da empresa e faz parte da empresa cuidar, ou ajudar a cuidar, destas situações. No Sabin é assim que funciona. Eles têm programas e atendimentos em diversos setores, que não necessariamente estão relacionado ao profissional.
O pacote de benefícios da empresa olha para a família, para as relações de amizades, para a vida financeira e para os sonhos. Por isso, além de auxílio para estudos, plano de saúde, e outros benefícios mais comuns, há também programas voltados para ajudar o funcionários a realizar sonhos, a administrar o dinheiro e até mesmo auxílio-casamento. Uma equipe de psicólogos e de economistas atua nestes setores.
Olhar para empresas e empresários que conseguem aplicar de forma reconhecida, tanto pelas demais empresas quanto – e principalmente – pelos funcionários, é algo que me inspira demais. Como empreendera, acho fundamental buscarmos sempre o que existe de melhor por aí e tentar extrair um pouco disso. Este exercício de aprender com quem está fazendo de uma maneira eficaz nos mostra como é possível colocar em prática o que tanto lemos e estudamos. Valorizar o desenvolvimento das pessoas é, sem dúvidas, a melhor maneira de criar uma empresa sólida e capaz de crescer de forma estruturada e permanente.
* Bel Pesce é fundadora da escola FazINOVA e autora dos livros “A Menina do Vale” e “Procuram-se Super-Heróis”. Apaixonada por culturas empresariais, Bel Pesce explora diferentes cases em sua coluna no Estado PME.

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