Gandhi não alcançou o mundo que imaginava, mas alcançou coisas inimagináveis

Daniel Fernandes

18 de dezembro de 2014 | 06h25

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira.
Sou só eu ou a impressão é que, cada vez mais, o ‘tempo passa mais rápido’? Acho que nossa percepção de tempo vem se alterando, os segundos, os minutos, dias, semanas e meses  passam voando, em um piscar de olhos. Vale fazer um exercício de retrospectiva, olhe o ano que está acabando e marque as principais conquistas, os principais acertos.
Não olhe os erros com culpa ou tristeza, mas olhe como a postura de “o que eu poderia ter feito de diferente?’. Depois, faça o balanço das coisas que você acertou e fez bem e do que você vai levar para 2015. Lembre-se, não carregue os erros e as culpas. Deixe isso para trás!
Não pense muito neles, apenas largue no passado.
Na Carbono Zero, estamos fechando o ano de 2014 com um ótimo crescimento e as perspectivas para 2015 são ainda melhores. Vamos explorar novos segmentos e utilizar novas formas de fazer entregas, claro, sempre carbono zero! O modelo será repensado, reinventado, vamos usar o que aprendemos e o que o mercado vem fazendo. Precisamos adaptar para sobreviver, nos questionar!
Diversas vezes escrevi essa questão de não nos acomodarmos, de entender se a forma como é feita há anos é a melhor para o mundo de hoje e o de amanhã. As pessoas estão mudando. Nossos negócios precisam evoluir e comunicar para esse novo mundo, essa nova forma de pensar, de educar e se preocupar. E não é só da porta para fora, para os clientes, mas, principalmente, para dentro, para quem trabalha com você e ‘faz acontecer’.
Erramos?
Claro que erramos, não há quem não erre. A questão é como lidar com isso. Se desesperar? Desistir? Abandonar? Em alguns casos, sim, pode ser necessário abandonar, mas jamais com a postura de falha. Não existem falhas, é uma ilusão criada por nós mesmos. Gandhi falhou? Martin Luther King falhou? Eles não conseguiram alcançar o mundo que imaginavam, mas alcançaram coisas inimagináveis, entendem a diferença?
Nem tudo acontece da forma que esperamos, mas acontece. Saiba colher os frutos que podem ser colhidos. Ah! E acima de tudo, que possamos ser gratos por tudo. Por tudo que passamos nesse ano e em nossas vidas. Gratidão nos traz humildade, somos um grão de areia em uma praia, não somos mais (nem menos), do que ninguém, somos todos iguais. Acho que antes de ‘pedirmos’ novas coisas para 2015, que possamos agradecer as de 2014.
E, se possível, entrar 2015 sem muitas expectativas, mas entrar o novo ano tal qual uma criança que acaba de nascer, que está explorando, que aceita tudo como é e não como gostaria. Meu último post de 2015 encerro como uma frase que foi post na minha página no Facebook: “Vá devagar minha mente. Tudo acontece no seu próprio tempo. O jardineiro pode regar com 100 potes de água, mas o fruto só virá na sua estação.”
Boas festas para todos,
Rafael

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