Franchising Week reúne franqueadores e franqueados 

Franchising Week reúne franqueadores e franqueados 

Evento acontece até o dia 25 de junho com mais de 130 palestrantes; neste ano, participantes têm muito a contar sobre as lições e as vivências do mercado de franquias na pandemia

Ana Vecchi

24 de junho de 2021 | 15h58

Junho é um mês referência para o franchising brasileiro, devido aos tradicionais eventos que reúnem empresários e executivos desse ecossistema. A, popularmente conhecida, feira de franquias nacional – ABF Franchising Expo, a maior feira de franquias do mundo, é realizada em São Paulo, para onde vem gente do Brasil inteiro e de vários países. Franqueadores expõem suas marcas e negócios em stands e há palestras levando informações aos que pretendem fazer parte desse universo.

A construção da metodologia do prêmio As Melhores Franquias do Brasil da Pequenas Empresas & Grandes Negócios foi desenvolvida pela minha consultoria e se tornou, também, um grande marco no sistema de franchising como estímulo aos franqueadores às melhores práticas de gestão de redes

Das semanas em que aconteceram a ABF Franchising Expo nasceu a Franchising Week, onde o grande objetivo é trazer conteúdos relevantes. O evento se tornou o maior do setor na América Latina. Temos cerca de 12 mil inscritos, podendo crescer nesses dois dias restantes.

André Friedheim, Presidente da ABF. Foto: Keiny Andrade

Este ano, ele acontece nesta semana, de 21 a 25 de junho, contemplando dez eventos em um e mais de 130 palestrantes. Entre eles, eu estarei presentei no debate cujo tema é bem atual: Atendimento digital e relacionamento remoto funcionam? Dia 24, quinta-feira, estarei na telinha entre 16h e 18h30.

Não pude deixar de falar com o querido André Friedheim, presidente da ABF, sobre como ele está vendo a Franchising Week desta semana e qual o comparativo em relação à versão de 2020. Ele foi bem genuíno em traçar um paralelo com o ano passado, quando era hora de fazer a lição de casa e acelerar o que estava em andamento, dentro de um cenário muito nebuloso. Na época, a maioria focava em omnicanalidade, canais de vendas, tecnologia na veia para solucionar todos os problemas possíveis e a força das redes advinda das pessoas que nelas atuam: franqueadores e suas equipes, franqueados, fornecedores e clientes. 

Já em 2021, o que está sendo muito bem explorado nesta Franchising Week são os exemplos de práticas que a pandemia forçou as empresas a desenvolverem em seus modelos de negócios e nos processos de gestão, as adaptações realizadas, as negociações desenvolvidas, as resistências vencidas e os questionamentos que trouxeram respostas às dores das próprias empresas, de seus franqueados e do mercado como um todo.

Os debates estão girando muito em torno da digitalização, da adaptabilidade e da humanização nas franquias, assim como aspectos jurídicos fundamentais. Definitivamente, trazendo soluções e reflexões preventivas e a inovação como processo, longe de ser apenas uma “sacada legal, um insight”.

Para mim, o ano passado era o tempo de olhar para o presente e para um futuro de sobrevivência, sem que todos soubessem o que viria e no que daria. Mas todos tinham que seguir algum caminho e se apoiaram, contribuíram e assumiram suas dúvidas, medos e incertezas. Poucos estavam à frente daquele caos e serviram de inspiração, foram mestres e modelos do franchising sólido e construído por anos. Não se constrói uma rede de franquias num estalar de dedos. Nunca se construiu e quem dá exemplo tem décadas de trilhas de conhecimento. 

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Nesta semana, Friedheim e eu concordamos que os palestrantes e moderadores têm ainda mais o que contar, compartilhar e ensinar sobre as lições que aprendemos e as vivências positivas, ainda que doídas. Não foi fácil e nem está sendo para ninguém.

Há inúmeros e constantes desafios, mas concordamos que a força do franchising e dos que o entendem como um modelo de negócio sustentável – que sempre movimentou a economia promovendo geração de empregos e inovando na relação de venda ao consumidor – se apresenta como uma oportunidade a empreendedores que precisam do suporte de franqueadores na gestão de seus negócios. As microfranquias passam a requerer investimentos na ordem de R$ 105 mi, que até então era de R$ 90 mil, assunto debatido no Seminário de Microfranquias. 

A conversa com o André foi um bate papo entre amigos, da velha guarda do franchising, que acha que já viu de tudo, mas que sempre se surpreende. Há sempre algo de novo no ar e a gente curte, vibra, chora de tristeza ou de emoção e dá muita risada juntos. 

O André pegou um rabo de foguete ao assumir a presidência da ABF e a Covid-19 chegando junto. Ele tem sido brilhante, vibrante e sereno ao mesmo tempo. Jovial e simples, competente como sempre. O mundo mudou, o mercado e consumidor mudaram, o modelo de negócio mudou e a ABF mudou sob a liderança dele. 

Tem mais: sou do time que o define como o George Clooney do Franchising. Desculpe André, não seria eu se não falasse.

* Ana Vecchi é consultora de empresas, CEO na Ana Vecchi Business Consulting, professora universitária e de MBAs, pós-graduada em marketing e com MBA em varejo e franquias. Atua no franchising há 28 anos em inteligência na criação e na expansão de negócios em rede.

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