Franchising de atitude compartilha conhecimento e agrega parceiros

Franchising de atitude compartilha conhecimento e agrega parceiros

Não há desculpa para aqueles franqueadores que erram ao passar informações e documentos adiante; é preciso fazer o básico bem feito e inovar, na medida do possível

Ana Vecchi

26 de março de 2021 | 10h18

O bom franchising é o bambu que se verga diante de ventos e tempestades, mas que não quebra. É o bambuzal que, neste mesmo contexto, protege quem está sob ele, tem raízes fortes, cresce, expande e, de novo, não quebra nada nem ninguém. Este franchising não esmorece, se ajusta, cria raízes, faz nascer franqueados, agrega fornecedores, compartilha conhecimento e se responsabiliza pelas ações e decisões. É um franchising de atitude!

Lá estamos nós fechados, isolados, com uma série de perguntas que ninguém pode responder e não adianta buscar culpados pelo caos que estamos vivendo. Há infinitos culpados! Vamos assumir nossas responsabilidades diante do que buscamos com franquias.

‘Quero comprar franquia: qual eu compro?’

Meia dúzia de pessoas me contou, na última semana, que avaliando franquias e chegando já no recebimento dos documentos jurídicos, uma recebeu a COF e Pré Contrato do modelo de franquia que não era a que vai investir, a outra houve equívoco e recebeu o kit de manuais de franquia, zipado, por e-mail e não a COF nem a minuta, a outra o franqueador pedindo para colocar data retroativa no recebimento da COF. Está bom de exemplos.

Isso quer dizer que, na verdade, não precisa de orientação alguma. Basta analisar o que está diante de seus olhos.

Agregar fornecedores, ajudar futuros franqueados e cuidar da rede é obrigação do bom franchising. Foto: Pixabay

Cabe a pergunta que não quer calar: qual a desculpa, de quem vai transferir know how, em errar justamente nestes pontos fundamentais de estrutura de processos de informações, de documentos sigilosos, autoridade no conhecimento do que é gestão de um negócio e está dando a oportunidade de alguém investir e ser bem sucedido com tal marca? Como assim?!

O emocional, de forma geral, está sendo posto à prova em todas as instâncias e, ainda assim, é vida que segue. Temos que ocupar o tempo produzindo, trabalhando, ganhando dinheiro, gerando empregos, atraindo clientes, os mantendo, não demitindo, fazendo as pessoas não se deslocarem desnecessariamente, conscientizar e estar consciente de tudo e mais um pouco, fazer o básico bem feito e inovar, se possível. Fazer gestão por processos e não solta, olhando marketing para vender “apenas”.

Tudo isso nas costas de um único ser? Não! Em rede, com equipe da franqueadora e dentro das práticas do bom franchising, que tende a se tornar sustentável, hoje sim, inovador, conhecedor de seu papel em toda a cadeia de valor.

A força do franchising aquece a economia, vira o jogo, traz novos players e cada um de nós, incluindo você, constrói esta potência agregadora e viciante. Hoje, falar em vírus soa tão mal, mas quantos de nós já não falou que fomos picados pelo vírus do franchising e não conseguimos nem quisemos nos curar dele? Este é o bom franchising!

* Ana Vecchi é consultora de empresas, CEO na Ana Vecchi Business Consulting, professora universitária e de MBAs, pós-graduada em marketing e com MBA em varejo e franquias. Atua no franchising há 28 anos em inteligência na criação e na expansão de negócios em rede.

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