Fechado para ser feliz

Daniel Fernandes

10 de julho de 2013 | 10h05

Curtir um feriado em casa faz parte do meu negócio

Quando era jornalista, trabalhei muito em feriado – perdi não sei quantas viagens, festas de família, namorados – e, quando abri minha empresa, me fiz uma promessa: viver mais encarnada na pessoa física do que na jurídica. Mas como juras e ovos são feitos para se quebrar, só consegui um fim de semana inteiro sem brigadeiro três exaustivos anos mais tarde.
A gente às vezes tem aquela ideia romântica de que não ter chefe significa trabalhar menos. Mas, na realidade,  trabalhamos mais. Muito mais. A diferença é que podemos decidir como e quando. O fundador de uma empresa tem uma liberdade (e uma responsabilidade) muito especial, a de definir os valores que irão construir a cultura de uma organização.
Sempre foi meu objetivo fechar domingos e feriados, e essa é uma das razões pelas quais nunca quis ter loja em shopping. Queria que as pessoas da equipe, incluindo eu, pudessem ter mais tempo para viver, o que acredito ser a premissa para trabalhar feliz. Depois de três anos, finalmente consegui. E se Deus quiser, no que depender de mim, ninguém vai mais perder feriados, festas de família e namorados por causa de trabalho.

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