Essa tal de mídia social

Daniel Fernandes

13 de novembro de 2014 | 06h06

Rafael Mambretti é empresário e escreve às quintas-feiras
Na semana passada escrevi sobre “minha primeira vez no Google”, e hoje vou escrever sobre “minha primeira vez no Facebook”.
O Facebook se enquadra como uma mídia social. Mas o que é uma mídia social? Segundo o nosso guru Google, que nos leva a outro guru a Wikipedia, mídias sociais são “sistemas projetados para possibilitar a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos”. Basicamente, se tem interação e colaboração, seria considerado “social”.
No mês passado demos início a um projeto de dar mais atenção a nossas mídias sociais (iniciando-se pelo Facebook), onde um dos objetivos intrínsecos é incrementar vendas, trazer novos clientes. Escrevo “um dos”, pois realmente a ferramenta pode ser usada para vários.
Por exemplo, pode ser simplesmente um canal de relacionamento ou uma forma de trabalhar sua marca pelo mero fato de estar ali (onde todos os outros, inclusive seu concorrente está). Resolvemos fazer o Facebok Ads, o anúncio pago. Aquele, por exemplo, post que aparece na sua timeline sem você ter curtido ou ser assinante de uma determinada página. Fiquei surpreso com o potencial de segmentação do Facebook. Como as pessoas colocam (e o Facebook incentiva), tudo sobre suas vidas, que livro gostam, que balada foram, que filme assistiram, quantos anos têm, que time torcem, o que “curtem” etc.
O Facebook tem todas essas informações guardadas e pode, por exemplo, fazer com que as pessoas que vão visualizar o seu anúncio sejam mulheres que gostam de rosa, estudaram jornalismo na PUC e moram no Rio de Janeiro. Entendeu a brincadeira? Segmentação esse é o segredo. Nós construímos o público que queríamos atingir e começamos a fazer os anúncios. Ainda em tempo, outra vantagem da segmentação é que o seu “custo por curtir” fica mais em conta, otimizando seu investimento.
Eventualmente, você fará mais sem gastar mais, entendeu? A minha surpresa não foi na repercussão de aumento de fãs ou interações na nossa página, foi no aumento de pessoas interessadas em trabalhar conosco. Algo que nem era o objetivo do investimento entrou na pauta, agregando mais ainda para o nosso investimento.
Vale lembrar que se trata de uma ferramenta, que – assim como o Google – deve ter um pensamento e planejamento antes do uso, até para servir de referência em ações futuras. Sempre é necessário uma referência ou um ponto de partida.Google ou Facebook, de nada adianta o investimento se não tiver a entrega de qualidade, entrega essa que pode ser literalmente a entrega (no nosso caso), ou um produto outro serviço. O maior valor não vem de quantos fãs você tem em sua página, mas de quão bem você atende seus clientes e – principalmente – consegue que eles percebam isso.
Um abraço,
Rafael

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: