Encontros ajudam rede de franquias a ganhar identidade

Daniel Fernandes

20 de março de 2018 | 12h18


A importância desses eventos é inquestionável, assim como o retorno que trazem, conforme o grau de satisfação da rede franqueada, ou licenciada, e dos stakeholders.
Em geral, redes novas apresentam alguns conflitos devido ao processo de aprendizagem de ambas as partes, expectativas nem sempre alinhadas, ‘budget’ muito pequeno para realizar o que for.
Portanto, planejamento e a boa gestão são fundamentais desde o início. É preciso ter uma estratégia de expansão com o número de unidades crescendo em círculos concêntricos, tendo como ponto de partida a sede da franqueadora. Isso faz com que os custos de implantação e supervisão sejam customizados, rateados entre as unidades e todo o processo é favorecido pelo conhecimento adquirido sobre o comportamento de mercado e dos consumidores. Nada muito diferente, longe ou caro para realizar. Simples assim, tirando todo o resto que tende a complicar um pouco o processo.
Começamos com encontros de franqueados e com o tempo passamos às convenções. Envolvemos fornecedores, equipe da franqueadora como os diretores, consultores de campo, treinadores e os fornecedores. Consultores do mercado são convidados como palestrantes, alguns ajudam a construir a história das marcas ao longo dos anos e se sentem parte delas, com amor e muito orgulho. As relações extrapolam a relação comercial e a visita aos PDVs para ver o que há para melhorar, passamos a ser consumidores ávidos e fãs de carteirinha. Vemos os franqueados criando ruguinhas e tornando-se grisalhos com mais de 10, 15 anos de operação e reconhecemos suas vitórias.
E, neste final de semana, 17 de março de 2018, participei de uma dessas histórias de emocionar; fui palestrante em duas convenções e casais de franqueados vieram me dizer que minhas falas transformaram suas vidas, mudaram sua visão de negócios e como lidar com a equipe, outros franqueados se referiam ao trio de ouro Antônio Carlos, Adriana Lima e João Baptista da Silva por todo o suporte, treinamento, ensinamento, que deram desde o início de suas operações e tudo isso se resume em duas palavras: respeito e responsabilidade com as pessoas que investem nas marcas franqueadas.
Os 40 anos de uma marca possibilitam entregar os prêmios de excelência aos franqueados TOP 10 (sistema criado pelos diretores da franqueadora), sendo os prêmios aos últimos colocados patrocinados por fornecedores – o que propicia valor agregado; trazer para compartilhar conhecimento Ricardo Boechat, Leandro Karnal, Ellen Steter, um livro da Editora Lamônica e o Latino para fazer os franqueados e todos os convidados se acabarem de dançar e cantar na pista de dança, com uma alegria e vibração que não tinha idade, gosto, crítica ou estilo. Apenas a felicidade de estar ali e fazer parte daquela história de sucesso compartilhado.
Temos conversado em grupos de varejo, franchising, shopping centers sobre convenções, treinamentos, melhoria de performance, comprometimento, engajamento, envolvimento das pessoas em seus negócios e sugiro que, os gestores, devem fazer benchmarking com as marcas pares de mercado, com as mais antigas e entender o caminho que percorreram, pois já não tiveram dinheiro para fazer tudo que estão fazendo o que podem hoje. Traçar um paralelo, cometer menos erros e adaptar às suas realidades de hoje e estou por aqui para contar um tantão dessas histórias também.
Parabéns galera do Rei do Mate, incluindo todos os que fazem a limpeza das lojas, que não pode NUNCA serem esquecidos, já que as deixam tinindo para a gente sentir prazer em consumir nelas!
Ana Vecchi é professora e pedagoga pela PUC-São Paulo, com especializações em administração de marketing pela Fundação Getúlio Vargas (SP), planejamento estratégico de marketing pela ESPM e MBA em varejo e franquias FIA/PROVAR. É professora universitária, instrutora e palestrante em associações e universidades. Co-autora do livro A Nova Era do Franchising.

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