Empresas de tecnologia não deveriam figurar na lista de marcas mais valiosas do mundo

Daniel Fernandes

05 de junho de 2014 | 06h45

Esses dias dei uma olhada na famosa lista das marcas mais valiosas do planeta. Não o fiz para estudar o chamado branding, fazer benchmarking ou qualquer coisa do gênero. Foi por mera curiosidade, apenas para comparar as marcas de hoje com as que eu lembrava da minha época de faculdade (dez anos atrás). Queria saber o quanto mudou e fazer um pequeno exercício de como essa lista mudará nos próximos dez.
Das cinco maiores, quatro são de tecnologia e uma é de bebida. Não posso afirmar, mas acho que dessas quatro, somente uma estava entre as cinco mais valiosas há dez anos. Interessante, não?
Será que cada vez mais empresas de tecnologia serão as marcas mais valiosas do mundo? Sinceramente? Espero que não, espero que o mindset dos consumidores comece a apresentar sinais de mudanças e empresas de outros segmentos e com propósitos mais sociais figurem entre as 100 marcas mais valiosas.
Senti falta da Patagonia na lista. Não que as outras empresas não sejam, mas é diferente quando se tem uma empresa que desde sua criação foi direcionada e pensada para um propósito maior do que somente seu valor financeiro. Ao invés de pensarmos somente nos stakeholders, começarmos a conhecer os joyholders (termo que acabei de cunhar e que será tema de muitos livros e estudos acadêmicos daqui 20 anos….ou não). Joyholders é o equivalente a perguntar: para quem essas marcas trazem alegrias? Para quem fazem a diferença no aspecto social?
Deixando de filosofar e brincar um pouco, senti um baita orgulho ao ver que das cinco marcas mais valiosas do planeta (no quesito da Forbes), duas são clientes da Carbono Zero. Abri aquele sorriso, deixando um dos pais cheio de orgulho, mas – ao mesmo tempo – um fato que apresenta muita responsabilidade.
Orgulhoso da conquista, mas ciente que não reinventamos a roda, não somos melhores (nem piores) do que ninguém
=)
Um abraço, Rafael

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