Empreendedor: você não está sozinho

Daniel Fernandes

22 de outubro de 2014 | 14h17

Leo Spigariol, da De Cabrón, escreve toda quarta-feira

Na semana passada, fui convidado a participar de um evento em Ourinhos, promovido pelo Sebrae, para os empresários da região. O tema chave foi “Alavanque sua empresa nos tempos de turbulência”.
Tive a grata surpresa em presenciar o engajamento e participação de muitos empresários da região. Em períodos turbulentos e incertos, como o que passamos em nossa economia, além de significativas mudanças nos padrões de comportamento de consumo, não há nada mais rico e produtivo do que a troca de experiências e fortalecimento das relações.
Reuniões como a promovida pelo Sebrae, pelo menos, abrem as perspectivas e fortalecem a autoestima dos participantes. Você troca informações, faz novos amigos e dialoga com empresários de nichos diferentes do seu. É nessa hora que alguns percebem que seu modelo tradicional de comércio morreu. Sua loja não concorre mais somente com seu vizinho de calçada. Hoje concorre com a internet (e na ponta dos dedos), com o fulano que vai para o Paraguay, com o sicrano que faz o bate-volta na 25 de março, com o ex-funcionário que também presta o mesmo serviço e, claro, com seu vizinho. Complexo, não?
Na semana passada abordei um tema que é fundamental para a prosperidade e oxigenação de qualquer empreendimento, principalmente, em momentos conturbados e incertos: você não está sozinho. Por mais que, para muitos, 2014 esteja sendo um ano de sobrevivência, é nos períodos instáveis que você precisa se desprender de suas rotinas e buscar soluções para alcançar cada vez mais seu público.
Voltando ao encontro da semana passada, surgiu um ponto interessante e que, em via de regra, o empreendedor precisa ser craque nisso: capacidade de passar segurança à sua equipe, mesmo que o momento seja de turbulência. Os nervos ficam à flor da pele.
Em situações de estresse, momentos clássicos do esporte, por exemplo, nos inspiram e ensinam: aquela virada no último segundo, aquele gol aos 45 minutos do segundo tempo, a tacada que ninguém esperava. Isso só existe e é possível porque quem fez acreditou. Acreditou até o fim. Havia um ou mais craques no time, mas, sobretudo, havia um trabalho coletivo de apoio em que os mais equilibrados passavam confiança para os mais instáveis do grupo. O líder tem o poder de transmitir a tranquilidade necessária para seus companheiros e gerar uma espécie de campo de força imune aos contratempos. No próximo domingo, elegeremos o próximo presidente do Brasil, e, independentemente da escolha, eu continuo acreditando que é possível.
 

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