Ei, chefe! Que tal colocar inovação nas minhas metas para o ano que vem?

Daniel Fernandes

11 de novembro de 2016 | 15h24


 
Quem está conversando com seu chefe sobre as metas para o próximo ano, deve estar mais tranquilo com a garantia do seu emprego. Caso contrário, isto é um mau sinal…
Mas quem espera águas mais calmas em 2017 é melhor, literalmente, recolher o barco. Mas como mar calmo nunca fez bom marinheiro aproveite a oportunidade que terá no próximo.
As empresas brasileiras cortaram todos os custos imagináveis neste ano e o que resta para o próximo, caso o crescimento econômico esperado não venha, será inovar. E mesmo que a recuperação econômica aconteça, também será necessário inovar em vendas para superar os demais concorrentes que também virão mais inovadores.
Justamente por isso muitas empresas estão investindo em inovação neste momento. É uma aposta que deveria se pagar sempre, pois inovação não deveria estar associada à criação de novos produtos ou serviços, mas à geração de novos e melhores resultados financeiros para o negócio.
Assim, se estiver conversando sobre as metas agora, inclua inovação na discussão, mesmo que seja em estágio experimental. Mas defina inovação por meio de indicadores mensuráveis como geração de novas receitas, reduções de custos, aumento do valor da empresa ou melhoria da sua razão de ser.
Este mesmo critério de meta pode ser ampliado para toda a organização já que a crise econômica tem afetado o ânimo de muitas equipes. Pensar em inovação pode inspirar os mais engajados a produzir mais e melhor.
Se puder, sugira treinamentos internos de inovação utilizando o Método da Cumbuca sugerido no início do livro O Verdadeiro Poder (escrito por Vicente Falconi). É uma forma praticamente gratuita de treinamento organizado pelos próprios colaboradores.
E se não existir, defina um comitê interno de inovação que organizará e gerenciará a geração, seleção, priorização, implementação das ideias e a avaliação dos resultados.
Por fim, deixe claro que inovação não tem uma receita infalível de sucesso. O CEO de uma grande empresa do setor imobiliário que atuo como consultor foi muito claro na sua última reunião com os principais gestores do negócio: “Inovar também implica em fracasso. Quem não fracassa ou está mentindo, não estão fazendo nada ou está inovando pouco”.
Marcelo Nakagawa é Professor de Empreendedorismo e Inovação do Insper e Advisor de Empreendedorismo da FIAP

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