E pensar que o Angry Birds poderia jamais ter existido se empresa que o produz tivesse falido

Daniel Fernandes

20 de maio de 2014 | 17h23

Muita gente, mas muita gente mesmo conhece o sucesso da franquia Angry Birds. Para ilustrar essa constatação, basta um número: trata-se do jogo com o maior número de downloads da história: 2 bilhões. Mas há outros que demonstram o tamanho da companhia por trás do jogo. A finlandesa Rovio Entertainment, o empreendimento por trás do game, emprega 800 pessoas aproximadamente.
O negócio registrou receita de R$ 474 milhões em 2013, pouco crescimento em relação a 2012 (R$ 462,5 milhões), mas muita coisa se compararmos com o resultado da companhia em 2010: R$ 19,75 milhões. E uma performance daquelas se levarmos em conta que o negócio estava para quebrar em 2009.
A companhia havia sido criada em 2003 por Niklas Hed e outros dois empreendedores e havia criado 51 games diferentes. O negócio não havia criado – necessariamente – um sucesso. E precisava de um. Mas lembre-se: era 2009 e o uso dos smartphones estava prestes a explodir, como de fato explodiu. O Andry Birds estava na hora certa e no lugar certo. Já foram 2 bilhões de downloads.
Mas não pode ser apenas isso. Nenhum negócio sobrevive de apenas um sucesso. E a empresa finlandesa tratou de pensar nisso como poucas e construiu um pequeno conglomerado de pássaros nervosos. Versões e mais versões dos jogos e licenciamento de produtos.
Mas o que fica, realmente, é que eles quase faliram. E isso pode servir de aprendizado para os empreendedores. Mesmo quando tudo está seguindo para o abismo…tudo pode dar certo.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME e escreve de vez em quando no Blog do Empreendedor

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: