Defina o que você vai fazer e o que não vai. Não tente abraçar o mundo

Daniel Fernandes

20 de dezembro de 2012 | 08h24

Adriane fala sobre planejamento nos negócios

Depois do primeiro cliente, comecei a definir melhor o tipo de serviço que queria oferecer. Por isso, tenha muito claro o que você vai e o que você não vai fazer. Não tente abraçar o mundo. É hora de ter foco.
Escolhi trabalhar somente com cães, apesar de ser veterinária, pois tenho mais experiência e vivência com eles. Tenho cães há bastante tempo, mas nunca criei gatos, por exemplo.
O curioso é que eventualmente recebo pedidos de cotação para atender gatos. Tenho que declinar.
Escolher parceiros bem conceituados no mercado também confere credibilidade ao seu negócio. Optei por aqueles que eu já conhecia o produto ou serviço. É quase aquela máxima, sabe: ‘Uso e recomendo’. Não tem como recomendar algo que você nunca usou. Eu não faço, simples assim.
Estruturar o modelo de serviço que será oferecido foi o próximo passo. Comecei a pensar em quanto tempo duraria minha visita, por exemplo, e o que era possível fazer em uma hora. Incluí ainda uma visita cortesia para conhecer o cachorrinho que será atendido, ambientar-me na casa do cliente, saber onde fica a coleira, a guia, os potinhos com água e comida, etc.
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Essa etapa é essencial para o sucesso do meu trabalho. Não posso chegar na casa do cliente somente no dia do atendimento – muitas vezes não tem ninguém na residência e, por isso, eu teria que descobrir tudo sozinha, a começar pela apresentação ao cão, e isso seria péssimo.
Tão importante quanto o serviço que está sendo oferecido é o modo como ele será executado. Horário é fundamental. Chegue sempre no horário. É claro que com o trânsito em São Paulo nem sempre conseguimos cumprir o definido com o consumidor. E nesse momento devemos avisar imediatamente o nosso cliente. Não dê desculpas, pois ninguém gosta, nem mesmo você. Seja sincero e fale a verdade. É a melhor escolha. Seja objetivo.
Aparência também é outro ponto que devemos levar em consideração. Com o tempo, fui aprendendo que devo ter várias peças do meu uniforme no carro. Como eu sempre digo, trabalhar com animais é sempre inusitado. Andar no parque cedinho, após uma noite de chuva, e uma simples pisada do cão no seu pé….e lá se foi a sua roupa.
Eu também trabalho como se o dono do cão estivesse sempre me observando. Não importa que ele não esteja em casa.
Dessa forma, nunca fico em dúvida sobre o que fazer. Sempre tem alguém, imagino. Você pode até não prestar atenção, mas tem. Temos que prezar pela qualidade do nosso trabalho e fazer o melhor possível. Nosso cliente de quatro patas merece toda dedicação.
A partir daí é trabalhar forte para aumentar sua carteira de clientes. Ainda estou nesta etapa. Formar uma boa carteira de clientes e, para isso, trabalho aos finais de semana, feriados, bem cedo ou bem tarde. Disponibilidade. Essa palavra é chave nesse momento. O cliente sabe que pode contar comigo.
Também estou aumentando minha equipe. Devagar, pois quero manter a mesma qualidade que tenho oferecido. Gestão de pessoas é algo que conheço um pouco, pois já atuei muito tempo nessa área antes de me formar veterinária. Treinar seu colaborador é essencial e vai garantir o sucesso do trabalho bem feito.
Quanto ao resto, às próximas etapas, duvidas e futuro sempre faço uso de uma frase usada por um ex-chefe, muito querido, chamado João Caldeira: problemas posteriores serão resolvidos posteriormente!
Foque no seu momento e direcione sua energia.

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