Coworking dá certo se o empresário deixar o ego de lado

Daniel Fernandes

29 de maio de 2014 | 06h50

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira
É cada vez mais comum ouvirmos a palavra coworking. Traduzido, mas não realmente conceituado, como escritório compartilhado. Escritório compartilhado é algo que sempre existiu: pessoas do mesmo ou de diferentes ramos alugando o mesmo espaço para, principalmente, reduzir custos.
De alguns anos para cá, no mundo todo, vem tomando força o coworking, que vai além de simplesmente dividir o espaço (leia-se despesas), compartilham-se ideias, projetos, vidas e sonhos.
A Carbono Zero Courier iniciou suas atividades em um coworking, mas não em qualquer um. Era uma proposta totalmente alinhada com aquilo que queríamos para a empresa, ou seja, mudar o mundo. Podemos afirmar, tranquilamente, que nosso empreendimento não seria o mesmo se não tivéssemos iniciado e vivenciado essa experiência.
Tantas conexões, aprendizados, trocas, ajudas etc. Estar cercado de pessoas que não só são empreendedoras, mas que estão ali para mudar o mundo não tem preço. Competição vira união, vira ajuda, existe um senso mais profundo do que o simplesmente fazer negócios, ter networking. Existe algo comum e inspirador que movimenta as pessoas nessa rede.
Além do custo direto, existe o indireto. Ter um escritório próprio demanda tempo para administrar assuntos triviais, por exemplo, compra de material de limpeza, bens de consumo, mobiliar etc. Sem contar o tempo para gerenciar e planejar esses detalhes.
Para decidir, avalie a real necessidade do teu projeto versus o seu ego. Você realmente precisa de um escritório ou quer um? Leve bem em conta a solução do coworking, mas vá além da economia de tempo e dinheiro, veja as infinitas possibilidades de se trabalhar em um ambiente em movimento constante.
Uma abraço,
Rafael

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