Como escolher o melhor perfil de funcionário para seu negócio

Como escolher o melhor perfil de funcionário para seu negócio

Empreendedor deve observar habilidades técnicas e comportamentais, além de combinação do candidato com a cultura da empresa, para gerar melhores resultados e diminuir rotatividade

Redação

17 de novembro de 2020 | 14h30

Por Ana Claudia Silva Mariano, analista de negócios do Sebrae-SP

A busca por encontrar um emprego se tornou realidade para muitos brasileiros a partir da pandemia. Assumir um novo emprego significa empregar os próprios tempo, talento e esforço pessoal para a realização de atividades e desafios empresariais. Mais do que ter conhecimento técnico e segurança financeira, o trabalho está ligado a realização e a satisfação pessoal, ao propósito de vida de cada um.

Sob o ponto de vista organizacional, os processos seletivos são onerosos pois necessitam de tempo e dinheiro para sua realização, além do treinamento, e mais tempo até que o colaborador recém-contratado possa amadurecer e performar com independência.

Mais do que ter um currículo técnico brilhante, as empresas precisam cada vez mais de profissionais que assumam posturas colaborativas e tenham habilidades interpessoais para lidar com as situações do dia a dia. Este é o grande desafio dos processos de recrutamento e seleção: encontrar profissionais com o perfil técnico e comportamental ideal para a organização. E como isto pode ser feito pelo empreendedor em seu negócio?

Estruturar as etapas do processo buscando construir uma visão sistêmica do processo é um excelente caminho para errar menos. O primeiro passo é fazer um levantamento das principais informações:

  1. Qual objetivo do cargo?
  2. Qual a descrição do cargo, com tarefas e funções bem definidas? E aqui vale um olhar para a legislação para não ter acúmulos de funções e evitar passivos trabalhistas
  3. Quais são os requisitos básicos em termos de competência técnica, habilidades, skills e demais pré-requisitos que o cargo exige?
  4. Qual orçamento a empresa possui? Ou então, qual impacto financeiro a contratação trará ao meu fluxo de caixa?

Funcionários que tenham fit cultural com a empresa geram mais resultados. Ilustração: Marcos Müller/Estadão

Após realizar esse desenho, é importante definir os canais para a divulgação da vaga para atrair os candidatos, bem como as etapas do processo seletivo, por exemplo: envio de currículo ou portfólio; avaliação técnica; prova; dinâmica de grupos; entrevista e definição dos critérios de avaliação em cada etapa. Isto ajuda a evitar julgamentos pessoais e torna o processo de escolha do candidato mais racional.

Em um segundo momento, é importante ter um olhar interno para a instituição, afinal de contas um negócio é como um organismo vivo composto por pessoas que possuem valores, repertórios, histórias, pontos de vistas diferentes, e que conviverão juntas a fim de produzirem resultados, por isso precisam estar em sintonia.

Com isso, a cultura empresarial aparece neste contexto, como um elemento que pode ser chave para boas contratações. De forma simplória, a cultura empresarial é o conjunto de verdades, regras indiscutíveis e pressupostos básicos que atuam no ambiente empresarial e que são passadas adiante. Esta carrega os valores e as histórias da instituição.

E, no momento da seleção, ela é uma importante aliada, pois quanto mais “fit cultural” com a instituição o candidato tiver, mais assertiva será a escolha do profissional. Digamos que um dos valores da instituição é trabalhar orientada à inovação. E, se no momento da seleção, o candidato apresenta resistência a mudanças, pouca capacidade de adaptação, pouca flexibilidade, postura rígida, provavelmente ele não será o melhor perfil comportamental para o cargo, e ele terá dificuldades no ambiente empresarial.

Portanto, é fundamental que os recrutadores tenham, além do olhar técnico, um olhar sobre as competências intrapessoais e comportamentais no momento de seleção. Desta forma, o processo de seleção conecta sonhos a destinos da melhor maneira, atuando com pessoas ligadas à essência da instituição, gerando melhores resultados e diminuindo o turn-over (rotatividade de pessoal).

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