Como é ser empreendedor na Índia

Daniel Fernandes

07 de agosto de 2014 | 07h14

Rafael Mambretti decidiu passar por um período sabático, deixou a empresa que comandava e hoje está na Índia
Devendra Singh Parmar, ou simplesmente Dave, tem 30 anos de experiência no ramo de construção, seu empreendimento no setor chama-se Ojaswini e iniciou-se em 2011. Dave é empreendedor desde o seu primeiro dia como profissional. Começou com uma empresa de segurança e investigação privada, depois empreendeu uma empresa de courier (algo como motoboy), passou pelo setor do mármore, software e depois atuou como desenvolvedor imobiliário, seu mercado atualmente. Para minha surpresa, há 8 meses Dave está com um novo projeto, a Help On Weels, algo como um serviço de socorro para carros.
Por que você começou a empreender?
Eu queria ser meu próprio chefe. Queria fazer as coisas do meu jeito, por isso, desde o começo arrisquei a empreender. Fazer coisas novas, criar, inovar essa foi a essência que me levou a virar empreendedor.
Qual a razão das mudanças de empresas e projetos? Iniciando com uma empresa de segurança para, no momento, trabalhar com construção e desenvolvimento imobiliário.
As circunstâncias me levaram a mudar de projetos. O retorno financeiro também foi a principal razão para evoluir de empreendimentos. Você coloca um mês de esforço no negócio de courier e tem um retorno X, você coloca o mesmo mês de esforço em real estate e tem um retorno de 3X. É pura matemática.
O que aconteceu com os empreendimentos anteriores? Vendeu? Fechou?
Alguns foram vendidos, outros fechados. Ganhei dinheiro, perdi dinheiro. Não gostava de ser dependente de outros. Por exemplo, na empresa de software, não conheço de programação, eu não dominava aquilo, então para mim não era bom. Precisava de um negócio que dominasse.
Quais os fatores que você avalia ao pensar em um empreendimento?
Avalio o segmento. Serviços é um dos melhores segmentos para se trabalhar. A primeira coisa é detectar a oportunidade, entender o mercado e fazer a ponte entre a oportunidade e a prática. Para esse último empreendimento (Help On Wheels), a oportunidade foi que meu irmão e, agora, sócio estava infeliz em uma empresa que faz a mesma coisa. Portanto, detectamos a oportunidade e tínhamos um expert no mercado.
E quanto a análise financeira?
Eu faço. Mesmo que em alguns casos superficialmente. Há sempre uma análise financeira que ajuda a avaliar o empreendimento.
Você faz ou fez algum plano de negócio para seus projetos?
Sim, e acho que é extremamente importante e me ajudou bastante.
To be continued…

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