Como definir sua linha de produtos (Alguém precisa pagar a conta!)

Daniel Fernandes

09 de setembro de 2014 | 06h57

Bruno e Juliano Mendes são empreendedores
Na quinta-feira passada, 4 de setembro, o caderno Paladar, aqui do Estadão, publicou uma matéria sobre nossos planos de dar início à nossa linha de queijos especiais Vermont fabricando queijos de mofo branco. Depois de ler a reportagem, um conhecido nosso nos questionou: por que é que escolhemos estes queijos, e não outros? É o mercado quem decide?
Certamente, quem vai lançar um produto deve ter alguma noção sobre sua aceitação entre os consumidores. Tem muita coisa que vai ser considerada estranha ou esquisita,principalmente se você tentar antecipar tendências. As pessoas podem não estar preparadas para aquilo. E aí aparece uma grande questão. O que é melhor? Fazer o que já existe e tem mercado formado ou tentar lançar algo que você e talvez mais meia dúzia de pessoas acreditam que será o futuro?
Nós preferimos produzir coisas das quais gostamos e que acreditamos que são tendências. Era assim com a Cervejaria Eisenbahn, vem sendo assim no nosso pub, o The Basement, e queremos continuar assim na Alimentos Pomerode. Até hoje, seis anos depois de vender a cervejaria, adoramos beber as cervejas da marca. Gostamos de todos os itens do cardápio do pub e comemos com muita frequência nele. Usamos os produtos atuais da Alimentos Pomerode no nosso dia a dia e, agora, com os queijos especiais que faremos na Vermont, vamos fabricar os tipos de que mais gostamos.
Nem todo empreendedor tem essa filosofia, e não há certo ou errado, são apenas diferentes visões. Quantos empresários não utilizam ou consomem os produtos que produzem? Conhecemos alguns. Mas por que começar a Vermont fabricando queijos de mofo branco como brie ou tomme vaudoise?
Essencialmente, porque são queijos deliciosos. O brie é um produto mais conhecido, e acreditamos que podemos produzir algo melhor do que existe no mercado, com mais aroma, mais sabor e textura, mais próximo da escola europeia. Já o tomme vaudoise é um queijo com o qual pretendemos atingir formadores de opinião e pessoas interessadas em novidades: é um produto ousado, que não existe no mercado nacional, e isso ajuda a construir uma marca. O brie, um tanto mais comum para o brasileiro, vai equilibrar essa balança. Afinal, alguém tem que pagar as contas.

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