Como conseguir dinheiro emprestado se você não é o próximo WhatsApp?

Daniel Fernandes

01 de abril de 2015 | 17h46


Rafael Mambretti é blogueiro do Estadão PME

No ano passado fui em um evento organizado pela Endeavor para os participantes do Projeto Visão de Sucesso. Ele tem como objetivo reunir e capacitar empreendedores com negócios que podem trazer alto impacto (positivo) na base da pirâmide (população de baixa renda).
Foi interessante estar lá, aprender, ouvir e poder falar sobre acesso a financiamento. A primeira impressão é unânime, o Brasil é um país onde é bem complicado conseguir financiamento (se você não está na onda de startup para virar o próximo Whatsapp, Facebook, Twitter e cia.), imagine quando seu negócio pretende trazer um bem social e ambiental.
Complicadíssimo.
Antes de discordar de mim, quando escrevo que é complicado, estou comparando com o acesso ao capital em outros países, por exemplo, os Estados Unidos. Nos Estados Unidos, o financiamento coletivo – outra forma de acesso ao capital – engrenou, capta-se bastante recurso dessa forma, além das linhas tradicionais e agressivas que o mercado americano possui e que foram fomentadas tanto pelo governo como pelos próprios investidores.
Bem, mas a ideia do post dessa semana não é ficar falando o que está errado e o que deveria melhorar, mas sim tentar transmitir um pouco do conhecimento aprendido naquele dia.
Normalmente, o que o empreendedor não faz: networking com potenciais investidores, relacionamento com bancos e aprendizado estratégico (por exemplo um curso para se capacitar melhor no assunto).
O que normalmente nós fazemos, e isso pode ser normal, desde que seja algo provisório: se preocupar em emitir NF, pagamentos em geral e se preocupar com gastos muito supérfluos. Vejam, quando falo que emitimos NF não significa que não tem que emitir, mas sim que isso deveria ser uma tarefa delegada para alguém e não ser responsabilidade do empreendedor. Você precisa estar com foco no negócio e trabalhando PARA o negócio e não NO negócio. Mesmo para os gastos supérfluos, não significa que não deva economizar e se preocupar com gastos, mas muitas vezes isso pode estar lhe custando mais caro do que imagina.
Quando se começa a pensar e entender a necessidade de um financiamento, algumas perguntas ajudam: Você de fato precisa ou deseja acessar capital? Por que e para que? Quanto? Quais opções você tem?
Como sabemos, existem algumas fontes disponíveis que possuem mais acesso que outras. Procure pesquisar, conversar com pessoas da área, empreendedores que passaram por situações similares. Por exemplo, no dia do evento que eu mencionei acima, um empreendedor comentou que ele conseguiu mais sucesso indo para os Estados Unidos buscar o seu financiamento do que por aqui. Vale ser criativo e pensar em novas formas de financiar sua necessidade.
Seja qual for a sua, é importante entender e avaliar o seu atual momento, a fase em que seu negócio está. Pois isso faz a diferença. Está consolidado? Tem histórico? Como é o mercado? São informações que muitas vezes nós empreendedores temos a resposta naturalmente, mas não a organizamos.
Um abraço, Rafael
 

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