Como aproveitar a crescente onda do e-commerce no Brasil

Daniel Fernandes

07 de outubro de 2014 | 06h00

Montar um e-commerce para comercializar seus próprios produtos é uma solução muito interessante para aumentar as vendas de micro e pequenas empresas. É uma alternativa econômica e segura para atingir consumidores de todo o país. Mesmo que as vendas representem uma fatia pequena do faturamento anual, o crescimento do comércio virtual no Brasil e no mundo é impossível de ignorar: o site e-bit informa que as vendas no primeiro semestre de 2014 aumentaram 26% em relação ao período no ano passado, passando dos R$ 16 bilhões. E entendendo melhor como funcionam os mecanismos da Internet para vender mais, o empreendedor pode se surpreender com seus resultados online.
Com a aquisição da Alimentos Pomerode em agosto do ano passado, ganhamos uma nova oportunidade de trabalhar com vendas online. Com a Cervejaria Eisenbahn, já havíamos criado um e-commerce em 2003, e com ele conseguíamos satisfazer aqueles clientes que mandavam e-mails ou perguntavam onde encontrar nossos produtos na sua cidade ou estado (o que era impossível em muitos desses casos). Quando decidimos montar uma fábrica de queijos especiais, em 2011, vender nossos produtos na Internet já constituía parte essencial do plano de marketing e vendas.
Nossa loja online foi aberta há quase um ano, e tínhamos como objetivo atingir a marca de 10% do total de vendas da fábrica em cerca de seis meses. Em números absolutos, atingimos esse resultado dentro do prazo proposto, mas como as vendas da empresa cresceram como um todo, nosso e-commerce representa hoje 5% do faturamento, mas vem apresentando números melhores a cada mês. Na verdade, ele já representa nosso terceiro melhor “cliente”, atrás apenas para grandes redes de supermercados.
Estratégias
Algumas das ações que colocamos em prática para alavancar nosso e-commerce na Alimentos Pomerode foi aumentar a variedade de produtos (uma estratégia que abordamos semana passada aqui no Blog do Empreendedor) e vincular um valor mínimo, nosso ticket médio, ao frete gratuito – no caso, R$ 40,00 em compras.  Em um mês, as vendas no site quadruplicaram.
Então passamos a investir uma pequena quantia de dinheiro no Facebook – começamos com R$ 300,00 no primeiro mês. É um investimento essencial para que as coisas que a empresa posta sejam vistas, de fato, pelas pessoas que se interessam pelo produto. Sem pagar, você realmente não aparece. E, como deve saber, eventualmente todo usuário do Facebook acaba clicando em um ou outro anúncio que lhe chame a atenção…
Também passamos a enviar, eventualmente, uma newsletter (e-mail marketing) para listas de e-mail. Os resultados têm sido muito bons dentro da listagem de pessoas que se cadastraram para receber nossas notícias: 50% deles lêem nossos e-mails e clicam no link para saber mais em nosso site. Em listas formuladas por e-mails coletados aleatoriamente, esse número é de em média 10%, o que mostra como é importante ter uma base de e-mails de qualidade, formada por pessoas realmente interessadas nos produtos da empresa. Caso contrário, a newsletter mais caprichada não passa de spam.
Existem duas maneiras de construir sua loja virtual: você pode gastar muito para fazer uma plataforma própria, ou pode utilizar uma plataforma pronta, com algumas limitações de layout e análise de dados, mas muito, muito mais barata. A maioria dos pequenos e-commerces do país utiliza essas plataformas prontas. Elas tem tudo que você precisa para vender de maneira segura e acessível para o seu consumidor. Também sugerimos que o empreendedor procure agências especializadas no ramo, pois a Internet funciona de um jeito específico, com detalhes técnicos que exigem bastante conhecimento de suas regras, atalhos e barreiras.
* Bruno e Juliano Mendes escrevem toda semana no Blog do Empreendedor
 

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