Com Steve Jobs no comando, o iPhone 6 Plus entortaria?

Daniel Fernandes

24 de setembro de 2014 | 08h50

A notícia caiu como uma bomba. Usuários do novo iPhone 6 Plus, aquele com tamanho maior, começam a relatar que o smartphone simplesmente entorta facilmente quando colocado no bolso pelo consumidor. Os relatos começam a proliferar pela web e, por enquanto, a companhia norte-americana não se manifestou a respeito.
Observando a questão sob o ponto de vista do empreendedor, surge a primeira pergunta: isso estaria acontecendo se Steve Jobs estivesse vivo, saudável e no comando da Apple? A resposta tende a ser um sonoro NÃO. Jobs, todos sabem, não era lá uma pessoa muito fácil de lidar. Mas uma característica do empresário era fundamental quando você trabalha com inovação no ramo de tecnologia. Jobs era perfeccionista. E se ele tinha preocupação até com a caixa dos seus produtos, é possível especular que ele anteciparia tal problema. Se é que esse problema se confirmar pelo teste de mais e mais usuários – vale lembrar que a Apple informa ter vendido 10 milhões de unidades do novo produto.
A experiência do usuário, aliás, é o segundo aprendizado desta recente polêmica envolvendo os aparelhos da Apple. Não importa o quanto você investiu. Não importa o tamanho da sua inovação. O consumidor vai testar o seu produto. E será dele a palavra final. Se ele aprovar, se ele entender que aquilo é importante para o seu dia a dia, ele vai comprar e vai recomendar o produto para os amigos e os amigos dos amigos.
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O que nos leva, finalmente, a questão derradeira. Todos sabem que Steve Jobs era de certa forma avesso à opinião de possíveis consumidores dos produtos Apple. Ele costumava dizer, mais ou menos, assim: como pedir a opinião do cliente se ele nem sabe que precisa de determinado produto ainda?
Será que o usuário precisa de um smartphone que entorta?
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

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