Breve relato de um empreendedor sobre a crise

Daniel Fernandes

06 de agosto de 2014 | 06h51

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira
A crise. A crise está na nossa porta. Até pouco tempo, éramos os reis da cocada preta, o mundo nos admirava. Só faltava quererem se mudar pra cá (e se mudaram, muitos deles, vindos de diversos países, das mais diversas etnias, culturas etc. e tal).
Como alguém me disse certa vez: “As pessoas não vão deixar de comer”. E muito menos de dormir (para isso, precisam de alguns acessórios), de visitar os parentes (e precisam de outros acessórios), de andar (precisarão de tênis) e por aí vai. Mesmo na crise.
A crise nada mais é do que um estado transitório, que não tem data de início e nem hora pra acabar. Alguém sabe me dizer, certamente, quando começa a crise? Raramente, na história da humanidade, soubemos quando ocorreu o estopim.
E, corrigindo: no nosso país, crise não é um estado, é a própria essência de tudo. É como a tristeza e a felicidade: alguém consegue ficar com o sorriso estampado no rosto o tempo todo? Tente fazer isso pelo maior tempo que seus maxilares suportarão tanta felicidade. Em algum momento, você ficará bem triste, com dores maxilares terríveis por ter sustentado tanta felicidade.
Hoje não somos o “País do futuro”, muito menos uma nação emergente. Ou somos. A questão é o estado de espírito. No momento em que alguém grita “o mundo está acabando”, todos, de alguma forma, começam a se contagiar com isso. Se você mantiver a calma, certamente vai ter uma ideia vantajosa para a situação.
Está faltando água? As empresas de poços artesianos estão atoladas de pedidos de perfurações. Claro, a água é outra história. Do jeito que a questão é levada, ela irá acabar em breve (e isso sim será o fim do mundo), apesar de muita gente perfurar poços artesianos. Como diziam antigamente, “não há mal que perdure nem bem que sempre dure”. No momento de crise, pare, respire, reinvente-se e reinvente as ideias. Somente nos momentos como esses podemos sair da caverna e ir ao encontro das novas ideias.
 

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